Mulheres buscam política pragmática e rejeitam agressividade, diz especialista
Especialista aponta que mulheres evitam política agressiva, buscam resultados e se afastam de extremos, priorizando propostas concretas para o cotidiano.

Mulheres tendem a evitar a agressividade na política e priorizam a busca por resultados concretos, segundo Cila Schulman, CEO do Instituto Ideia. Ela observa que o público feminino demonstra um comportamento eleitoral pragmático, afastando-se dos extremos ideológicos. Uma pesquisa recente indica que 32% das mulheres não possuem posição política definida ou abandonaram posicionamentos anteriores, índice superior aos 25% registrados entre os homens.
Essa tendência é atribuída à maior dependência feminina de serviços públicos essenciais, como saúde e educação, e à preocupação com a segurança no cotidiano. Mulheres frequentemente levam filhos à escola, acompanham idosos em postos de saúde e dependem da segurança pública em seus deslocamentos diários.
Schulman destaca que a insegurança é uma queixa comum, com relatos de mulheres preocupadas com a chegada ao trabalho. Por isso, elas esperam por propostas factíveis e demoram mais para definir seu voto, rejeitando a polarização e buscando soluções práticas.