Michelle Bolsonaro: Fé e política definem candidatura ao Senado
Michelle Bolsonaro aguarda 'sinal divino' para decidir se será candidata ao Senado pelo DF. Prazo final é 15 de agosto, mas atritos familiares e a fé influenciam a decisão.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem sinalizado a aliadas que sua decisão sobre concorrer ao Senado pelo Distrito Federal está atrelada a um "sinal divino". O prazo final para o registro de candidaturas eleitorais é 15 de agosto, marcando a urgência da definição. A fé é um pilar central na vida de Michelle, que busca orientação espiritual para os próximos passos na carreira política.
## Caminhos e Obstáculos para o Senado
O Partido Liberal (PL) já havia lançado Michelle como pré-candidata em fevereiro, propondo uma "chapa pura" com a deputada federal Bia Kicis. Contudo, recentes atritos com o senador Flávio Bolsonaro, seu cunhado, impactaram sua posição. Esses desentendimentos levaram Michelle a renunciar à presidência do PL Mulher, gerando incertezas sobre sua própria candidatura.
Em um momento de tensão, a ex-primeira-dama chegou a cogitar deixar o PL, o que, pelas regras eleitorais, anularia suas chances de se candidatar devido aos prazos. No entanto, ela foi persuadida a reconsiderar a decisão e a ponderar melhor sobre seu futuro político. A participação em um culto evangélico na residência da governadora do DF, Celina Leão, reuniu mulheres de diversas denominações e reforçou a importância da fé em sua trajetória.
## Decisão Pendente e Cenário Eleitoral
A expectativa agora se volta para o desfecho dessa busca por "sinais" e para a resolução das dinâmicas internas do partido. A definição de Michelle Bolsonaro é aguardada com atenção, pois sua eventual candidatura pode reconfigurar o cenário eleitoral no Distrito Federal, especialmente considerando que em 2026 os eleitores votarão duas vezes para a escolha de senadores. A influência de fatores religiosos e familiares se entrelaça com as estratégias partidárias na iminência do fechamento das convenções.