Lula: Só falarei de tarifaço após declaração de Trump
Presidente Lula adia pronunciamento sobre tarifaço de 25% em produtos brasileiros para os EUA, aguardando manifestação de Donald Trump. Lula abordou temas de saúde e criticou ações de governos estaduais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que só se pronunciará sobre o recente "tarifaço" de 25% sobre produtos brasileiros destinados aos Estados Unidos após o ex-presidente americano Donald Trump se manifestar a respeito do tema. Lula fez a declaração nesta sexta-feira (17), durante visita à Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), no Rio de Janeiro.
## Tarifaço e Saúde em Foco
Ao ser questionado pela imprensa sobre o "tarifaço", Lula respondeu: “Vocês da imprensa viram que não falei de tarifaço. Não vou falar do tarifaço, só vou falar do tarifaço quando o [Donald] Trump falar. Hoje, só falo do SUS [Sistema Único de Saúde]”. O presidente destacou que sua visita ao local, que abriga uma carreta para atendimento à saúde da mulher, não se tratava de uma inauguração, mas sim de um convite do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para acompanhar as ações na área.
## Alusões e Críticas Políticas
Durante o evento, Lula fez alusões ao período de "colheita" após um ciclo de plantio e perdas, em referência a obras realizadas em parceria com estados que não têm o governo federal como principal autor. Ele também criticou, sem citar nomes, o governo de São Paulo por apresentar residências do programa Minha Casa, Minha Vida como iniciativa estadual. Além disso, dirigiu-se ao governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, pedindo ações para "moralizar o Estado". O presidente defendeu programas de saúde como o SUS e a Farmácia Popular, ressaltando que o acesso a medicamentos gratuitos é universal, sem distinção de renda.
## Evento e Visita da Primeira-Dama
Antes de seu discurso, Lula visitou a carreta de atendimento a mulheres, onde a primeira-dama, Rosângela Janja da Silva, realizou uma mamografia. A visita ocorre em um momento sensível devido à legislação eleitoral, que proíbe eventos de inauguração nos três meses anteriores às eleições.