Lula silencia sobre guerras; eleição esquenta em Curitiba e MT

Lula se abstém de comentar guerras; eleição esquenta em Curitiba e MT com disputas internas e investigações. Banco Master sob escrutínio.

Lula silencia sobre guerras; eleição esquenta em Curitiba e MT

Apesar de sua conhecida inclinação a intervir em questões internacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem mantido silêncio sobre conflitos globais, como a guerra na Rússia e o embate em Israel. Essa postura, segundo observadores, seria uma estratégia para evitar críticas e mídia negativa, especialmente considerando a proximidade da família Bolsonaro com o governo israelense. A orientação seria para que o presidente segure suas declarações em assuntos externos.

Enquanto isso, o cenário político em Curitiba (PR) vive um clima pré-eleitoral intenso, contrastando com o frio da cidade. A disputa pela indicação do governador Ratinho Junior (PSD) como apoio esquenta a pré-campanha, levando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a promotoria eleitoral a intensificarem a fiscalização sobre as pesquisas de opinião realizadas nas ruas.

Em Brasília (DF), o líder da minoria na Câmara, deputado Gustavo Gayer (PL-GO), estuda a coleta de assinaturas para convocar os presidentes da Caixa, Carlos Vieira, e da FUNCEF, Ricardo Pontes. O objetivo é investigar a nomeação de Fabiano Alves, ligado à família de Vieira, para o cargo de Gerente de Investimentos da fundação.

O senador Hamilton Mourão (Rep-RS) expressou surpresa e apresentou um requerimento para que o chanceler Mauro Vieira compareça à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional para explicar uma declaração sobre o risco de invasão americana no Brasil em busca de faccionados. Mourão ressalta que o chanceler costuma evitar aparições nessa comissão.

No Mato Grosso (MT), o ex-governador Mauro Mendes enfrenta críticas de aliados que temem que sua postura combativa e sem foco possa prejudicar sua eleição ao Senado. Apontam o risco de ele repetir o desempenho de Dante de Oliveira, que, ao não pedir votos ativamente, perdeu a eleição. A preocupação se estende às candidaturas de Virgínia Mendes e do atual governador Otaviano Pivetta.

No âmbito financeiro, a ascensão do Banco Master, impulsionada pelo programa de consignados CredCesta na Bahia, levanta questionamentos. A revista Piauí destacou a atuação da advogada Lia Frank, que defendeu o banco e é irmã do desembargador Roberto Frank, do TJBA, em um contexto onde Eugênio Kruschewsky recebeu R$ 54 milhões do banco.