Lula: Interferência estrangeira em eleições será "rechaçada" com força
Presidente Lula adverte contra interferência estrangeira nas eleições brasileiras, reafirmando a soberania nacional e o poder decisório dos eleitores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) emitiu um forte alerta contra qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Durante um evento em São Paulo, que confirmou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado, Lula declarou que "ninguém de fora" deve "meter o dedo" no processo eleitoral do país, afirmando que aqueles que o fizerem "vão apanhar muito".
Em seu discurso, o chefe do Executivo reforçou a soberania nacional, destacando que o destino do Brasil será determinado pelos seus "157 milhões de eleitores". A declaração surge em um contexto de tensões diplomáticas, um dia após o Ministério das Relações Exteriores negar vistos a funcionários americanos que, segundo reportagem do Washington Post, planejavam questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.
## Defesa da Soberania Nacional
Lula reiterou o desejo do Brasil de manter relações pacíficas e respeitosas com todas as nações, mas enfatizou que a soberania é inegociável. "O Brasil é soberano, o Brasil quer manter relações com todos os países do mundo, o Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz, o Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor", declarou o presidente. Ele mencionou a criação de reservas ambientais como um exemplo do respeito que o país busca no cenário internacional, reforçando que essa posição não dá a ninguém o direito de intervir em assuntos internos, como as eleições.
## Contexto de Tensão e Investimento em Defesa
A fala do presidente ecoa uma postura defendida nos últimos meses pelo governo, que tem se posicionado contra atritos com os Estados Unidos, especialmente após a imposição de novas taxações a produtos brasileiros. Na sexta-feira anterior à declaração, Lula já havia defendido a ampliação de investimentos na área de defesa nacional. O objetivo, segundo ele, é garantir que o país não sofra "intromissões" externas, protegendo sua autonomia e seus interesses.
O posicionamento do presidente sublinha a importância que o governo atribui à integridade do processo democrático brasileiro e à proteção contra influências externas, reafirmando o poder decisório nas mãos dos cidadãos brasileiros.