Lula e Bolsonaro enfrentam impasse na formação de palanques em MG

Lula e Flávio Bolsonaro enfrentam dificuldades para definir candidatos ao governo de Minas Gerais a três meses das eleições. Alianças e recusas complicam a formação de palanques estratégicos para a disputa presidencial.

Lula e Bolsonaro enfrentam impasse na formação de palanques em MG

A menos de três meses das eleições presidenciais, os principais candidatos ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), encontram dificuldades significativas para consolidar seus palanques no estratégico estado de Minas Gerais. Ambos os lados enfrentam entraves na escolha de seus candidatos ao governo estadual, um ponto crucial para a disputa nacional.

## Obstáculos na Construção do Palanque de Lula

No campo petista, a busca por um nome para encabeçar a chapa majoritária tem sido complexa. Inicialmente, o senador Rodrigo Pacheco (PSB) era o preferido de Lula e de lideranças mineiras. No entanto, Pacheco recusou o convite, alegando dificuldades em formar alianças com partidos de centro, como o PDT e o MDB, que optaram por lançar candidaturas próprias. Com a negativa de Pacheco, o PT cogitou a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos. Contudo, Campos, que esperava uma candidatura ao Senado, reluta em concorrer ao governo estadual. A discussão na sigla agora se divide entre apoiar o pré-candidato do MDB, Gabriel Azevedo, ou buscar outra opção interna, ainda em definição.

## Desafios na Aliança de Flávio Bolsonaro

Para Flávio Bolsonaro, a situação também é delicada. O PL busca uma aliança forte em Minas Gerais, e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) desponta como o nome preferido, devido à sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, Cleitinho tem adiado sua decisão sobre a candidatura. A indefinição do senador republicano gera incertezas sobre a viabilidade dessa aliança. Diante disso, o PL avalia nomes alternativos dentro do próprio partido, como o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, e o ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe. A pulverização da direita no estado, com o governador Romeu Zema (Novo) apoiando a reeleição de Mateus Simões (PSD), adiciona outra camada de complexidade.

A definição de Cleitinho Azevedo estava prevista para ocorrer após a Copa do Mundo, com a final marcada para 19 de julho. O prazo legal para convenções partidárias e indicação de candidatos se inicia em 20 de julho e vai até 5 de agosto, pressionando as articulações.

## Próximos Passos e Cenário Eleitoral

Espera-se que Lula converse com Marília Campos na próxima semana para buscar um desfecho sobre o caminho a ser seguido em Minas. Marília, por sua vez, busca ampliar a aliança petista, com Gabriel Azevedo (MDB) sendo uma de suas preferências, visando formar uma frente ampla contra uma direita consolidada no estado.

A falta de definição nos palanques estaduais, a menos de três meses do pleito, demonstra a complexidade das negociações políticas em Minas Gerais e pode influenciar diretamente o desempenho dos candidatos presidenciais na região, considerada vital para o resultado eleitoral.