Lula defende Forças Armadas e cita Guerra do Paraguai

Presidente Lula visita fábrica de defesa e usa Guerra do Paraguai para defender investimentos militares e preparo contra ameaças.

Lula defende Forças Armadas e cita Guerra do Paraguai

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a Guerra do Paraguai como argumento para defender o fortalecimento das Forças Armadas brasileiras e a necessidade de investimentos na área de defesa. A declaração foi feita durante uma visita à fábrica da Avibras Aeroco, em Jacareí, no interior de São Paulo, nesta sexta-feira (24 de julho de 2026).

## Defesa e Dissuasão

Durante seu discurso, Lula enfatizou que, apesar de o Brasil ser um país pacífico, é fundamental estar preparado para eventuais ameaças. Ele rememorou o conflito histórico, que, segundo ele, gerou significativos prejuízos orçamentários e demonstrou que, em situações de guerra, a disponibilidade de recursos financeiros se torna secundária frente à necessidade de defesa. "Nós gostamos de paz. Mas um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. A Guerra do Paraguai custou 3 Orçamentos do Brasil na época. Quando você entra em guerra, você não fica perguntando se tem dinheiro ou não tem dinheiro", declarou o presidente.

A fala do presidente ocorre em um contexto de tensões diplomáticas recentes com os Estados Unidos, que implementaram sobretaxas sobre produtos brasileiros e manifestaram interesse nas eleições do país. Lula ressaltou que o objetivo principal de manter Forças Armadas bem equipadas e tecnologicamente avançadas é exercer poder de dissuasão, não incitar conflitos, mas sim prevenir ameaças vindas do exterior.

## A Fábrica da Avibras Aeroco

A visita à Avibras Aeroco, empresa estratégica do setor bélico, teve como foco a retomada de suas operações, que haviam sido paralisadas por três anos devido a crises financeiras. A Avibras é conhecida pela fabricação de lançadores de foguetes e mísseis de cruzeiro, foguetes guiados, aeronaves remotamente pilotadas e outros veículos blindados e de uso militar. A Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira (FAB) estão entre seus clientes, e a empresa também exporta seus produtos para diversas nações no Oriente Médio, Ásia e América Latina.

Na ocasião, Lula estava acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, pela ministra da Ciência, Tecnologia e Informação, Luciana Santos, pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pelo ministro da Defesa, José Mucio, e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa.