Lula considera risco de ação militar dos EUA no Brasil, mas foca em sanções

Governo brasileiro avalia risco de ação militar dos EUA no país após classificação de facções como terroristas, mas considera sanções econômicas mais prováveis.

Lula considera risco de ação militar dos EUA no Brasil, mas foca em sanções

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alinhou-se ao entendimento do Itamaraty sobre o risco de uma ação militar dos Estados Unidos em território brasileiro, após a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. Contudo, essa hipótese é considerada remota, com sanções econômicas sendo vistas como um cenário mais imediato e provável.

O Ministério das Relações Exteriores informou à Câmara dos Deputados que a classificação abre precedentes para o uso da força militar americana em solo nacional. O Palácio do Planalto concorda com essa avaliação, embora um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA tenha classificado a possibilidade como "absurda".

Auxiliares presidenciais apontam que sanções financeiras, decorrentes de negócios de empresas americanas com grupos classificados como terroristas, são mais factíveis. Investigações indicam infiltração do PCC em diversos setores da economia brasileira.