Ligação de Valdemar no PL: Assessor foi diretor do FNDE em governo passado

Assessor de Valdemar Costa Neto, Garigham Amarante, foi diretor do FNDE na gestão Bolsonaro e é investigado por suposto esquema de desvio de emendas parlamentares.

Ligação de Valdemar no PL: Assessor foi diretor do FNDE em governo passado

O advogado Garigham Amarante, figura central nas investigações sobre o suposto esquema de desvio de emendas parlamentares envolvendo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ocupou um cargo de destaque no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) durante o governo de Jair Bolsonaro. Amarante atuou como diretor do FNDE, autarquia vinculada ao Ministério da Educação responsável por programas nacionais como o do livro didático, a partir de maio de 2020.

A nomeação de Amarante para o cargo teria sido uma indicação direta de Valdemar Costa Neto, de quem o advogado é considerado homem de confiança. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal revelam que Garigham era o principal interlocutor de Mariângela Fialek, apontada como responsável pela organização e controle das cotas de emendas destinadas aos parlamentares.

Durante sua gestão no FNDE, Garigham Amarante esteve à frente da área técnica de um pregão eletrônico para a aquisição de ônibus escolares. Esse processo foi posteriormente embargado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) devido a suspeitas de superfaturamento, estimado em cerca de R$ 700 milhões.

Paralelamente à sua atuação no FNDE, o então diretor também recebeu pagamentos no valor de quase R$ 170 mil do Partido Liberal (PL). Esses recursos teriam sido destinados à prestação de consultoria em assuntos relacionados tanto ao próprio FNDE quanto ao Ministério da Educação (MEC), levantando questões sobre a natureza e a legalidade dessas transações.

A investigação aponta que o FNDE, sob a direção de Amarante, teria sido um dos palcos para a articulação do esquema que envolvia a liberação de verbas de emendas parlamentares, com supostas contrapartidas e desvios. A atuação de Amarante como elo entre o partido, os parlamentares e a gestão de programas federais é um dos focos centrais da apuração policial.