Le Pen lança campanha presidencial após condenação ser confirmada
Marine Le Pen lança campanha para Presidência da França após Justiça confirmar condenação, mas reduzir pena de inelegibilidade.

Marine Le Pen, figura proeminente da extrema-direita francesa, deu início formal à sua campanha presidencial nesta quarta-feira (8), apenas um dia após a Corte de Apelações francesa confirmar sua condenação por desvio de recursos públicos, mas, crucialmente, reduzir sua pena de inelegibilidade.
Em uma aparição pública em uma feira na vila de La Flèche, a sudoeste de Paris, acompanhada por seu vice Jordan Bardella, Le Pen minimizou as questões legais que pairam sobre ela. "O tribunal restabeleceu minha elegibilidade. O resto virá depois", declarou a política, que busca projetar confiança e foco na disputa eleitoral, em detrimento de discussões jurídicas.
A decisão judicial, proferida na terça-feira (7), confirmou que Le Pen desviou 1,4 milhão de euros do Parlamento Europeu, verba destinada à contratação de assessores parlamentares. No entanto, a pena de inelegibilidade foi reduzida para 45 meses, com 30 meses suspensos, permitindo que ela concorra nas eleições presidenciais de abril de 2027. Originalmente, a condenação, de 2025, previa três anos de prisão (dois suspensos e um em regime aberto com tornozeleira eletrônica) e um período de inelegibilidade mais longo.
Jordan Bardella expressou satisfação com o desfecho judicial, considerando-o um reconhecimento da "inocência parcial" do partido Reunião Nacional e uma vitória política para Le Pen. "Estou muito satisfeito que Marine possa representar o nosso partido", afirmou Bardella.
Com a elegibilidade restabelecida, Le Pen, de 57 anos, retoma sua trajetória política com o objetivo de conquistar a Presidência da França. A campanha se inicia em meio a um cenário político complexo, onde suas questões legais e sua plataforma ideológica serão centrais para o eleitorado francês.