Katy Perry critica Trump por usar "Firework" em vídeo de ataques
Katy Perry critica governo Trump por usar sua música "Firework" em vídeo de ataques militares, classificando como violação de seus princípios e celebração da guerra.

A cantora Katy Perry manifestou publicamente sua insatisfação com o governo de Donald Trump após a conta oficial da Casa Branca no TikTok utilizar "Firework", um de seus maiores sucessos, como trilha sonora para um vídeo que exibia ataques militares realizados pelos Estados Unidos no Irã. Perry criticou a decisão, afirmando que não autorizou o uso de sua música e que a associação de uma canção que celebra "esperança, cura e força interior" com imagens de guerra representa uma "completa violação" de seus princípios.
Em um post divulgado em seu perfil no Instagram, a artista declarou que sua música "existe para unir as pessoas, não para celebrar a guerra". Ela enfatizou que a utilização de uma mensagem de autoestima e elevação como pano de fundo para a destruição e a violência é uma contradição direta com os valores que sua obra procura transmitir.
## Uso Indevido de Músicas por Artistas
Esta não é a primeira vez que a Casa Branca, durante a administração Trump, enfrenta críticas pelo uso indevido e fora de contexto de canções populares. Em março deste ano, a cantora Kesha também reprovou o uso de "Blow" em materiais divulgados pela Casa Branca. Na ocasião, um assistente de Trump ironizou as críticas, sugerindo que tais manifestações apenas aumentavam a visibilidade do conteúdo. A prática já gerou manifestações de outros artistas, como Sabrina Carpenter, Olivia Rodrigo, Celine Dion, Rolling Stones e Radiohead, contra a utilização de suas músicas pela equipe do então presidente.
Steven Cheung, um assistente da Casa Branca, chegou a comentar que "todos os cantores caem nisso" e que os protestos acabam dando mais atenção aos vídeos. Ele publicou no X que "as pessoas querem ver do que elas estão reclamando". Kesha, na época, classificou o uso de sua arte para "promover a violência" como desumano e declarou que "tentar fazer pouco caso da guerra é nojento".