Jato doado pelo Catar passará por modernização nos EUA
Jato presidencial dos EUA, doado pelo Catar, passará por modernização completa. Medida levanta debates sobre segurança, custos e adequação de presentes ao presidente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que o jato presidencial, doado pelo Catar, será submetido a um processo de modernização em breve. A aeronave, que Trump passou a utilizar em 1º de julho após aceitá-la como presente, está sob escrutínio quanto à sua capacidade de defesa, especialmente contra mísseis.
## Segurança e Adaptação
A decisão de utilizar o Boeing 747 adaptado ganhou destaque após Trump ter optado por um Air Force One mais antigo em um voo entre a Turquia e o Reino Unido, em meio a tensões com o Irã. O presidente justificou a escolha na época como um gesto de "nostalgia", mas retornou aos EUA na aeronave recém-modificada. Questionado sobre a capacidade de defesa antimíssil do jato catariano, Trump assegurou que "ela tem muita capacidade", mas confirmou que passará por um aprimoramento completo em aproximadamente um mês.
A Força Aérea americana não comentou oficialmente a declaração. O avião, que recebeu pintura personalizada nas cores escolhidas por Trump, foi reformado pela L3Harris Technologies. Essa adaptação temporária visa suprir o atraso na entrega dos novos Air Force One, cujas duas unidades 747-8, em contrato de US$ 3,9 bilhões assinado em 2018, estão previstas para meados de 2028, com quatro anos de atraso e custos elevados.
## Críticas e Controvérsias
A rapidez na adaptação do jato do Catar levantou dúvidas entre especialistas sobre a equivalência de proteção em comparação ao Air Force One tradicional. Críticos também apontam preocupações sobre o custo das modificações e a adequação de o presidente aceitar a aeronave como presente. A controvérsia se intensificou quando jornalistas do "New York Times", autores de reportagens sobre os sistemas de segurança da aeronave, receberam intimações para depor. O jornal entrou com um processo judicial para tentar impedir que os repórteres sejam obrigados a testemunhar perante um júri federal em Manhattan.