Janja Muda Tática e Busca Aproximação com Evangélicos para 2026
Janja da Silva intensifica diálogo com evangélicos para a campanha de 2026, mudando postura de 2022, mas enfrenta desafios com pautas conservadoras e visões sobre gastos.

A primeira-dama Janja da Silva reviu sua estratégia de comunicação e busca ativamente estabelecer um diálogo com o segmento evangélico, uma mudança notável em relação à sua postura durante a campanha eleitoral de 2022. Naquele ano, Janja foi apontada como uma figura que exerceu influência para que o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva resistisse a manifestações mais diretas ao grupo religioso, adiando a apresentação de uma carta compromisso com a liberdade de culto.
## Esforços de Aproximação
Atualmente, Janja demonstra uma nova abordagem, planejando para as próximas semanas uma "grande reunião" com líderes evangélicos em São Paulo, coincidindo com o início oficial da campanha eleitoral. Aliados políticos do presidente observam com atenção essa mudança de estratégia. Ao longo de 2025, a primeira-dama já realizou diversas viagens pelo Brasil, participando de encontros com mulheres evangélicas e demonstrando familiaridade com a linguagem do segmento, ao cantar canções como "Deus cuida de mim" e ao se referir às participantes como "nossas irmãs". Em junho deste ano, em Brasília, Janja participou do Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do PT, onde expressou sua fé e a importância do toque do Espírito Santo, reforçando sua conexão com o divino, mesmo sem se identificar como evangélica.
## Desafios e Obstáculos
Apesar dos esforços de aproximação, a trajetória de Janja ainda enfrenta barreiras significativas. Sua defesa pública de projetos de lei, como o que criminaliza a misoginia, gera preocupações na bancada evangélica, que teme possíveis restrições à liberdade religiosa. Essa questão tem sido um ponto de atrito, com pedidos por modificações no texto legal. Pesquisas de intenção de voto indicam uma melhora na aprovação de Lula entre os evangélicos, mas Flávio Bolsonaro ainda mantém uma vantagem considerável. A percepção de Janja como "gastadeira", conforme mencionado em entrevistas recentes onde ela classificou críticas sobre seus gastos em viagens internacionais como misoginia, também pode impactar sua receptividade dentro deste grupo religioso.