Itamaraty no centro de polêmica: diplomacia vira alvo de críticas
O Itamaraty é criticado por suposta politização da diplomacia no caso do tarifaço com os EUA. Oposição acusa governo Lula de negligência e uso eleitoral da questão.

O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, tornou-se centro de um debate acirrado sobre a politização da diplomacia brasileira, especialmente no contexto da recente imposição de tarifas pelos Estados Unidos. Críticos apontam que o governo Lula teria negligenciado a negociação em tempo hábil, transformando a questão em um "palanque" para discursos eleitorais e nacionalistas.
## Críticas à Negociação com os EUA
Segundo informações, as negociações significativas com os Estados Unidos sobre o "tarifaço" só teriam começado nas últimas seis semanas, considerado um esforço tardio. O governo teria enviado apenas duas cartas e realizado uma reunião de alto nível, que foi a visita do presidente Lula aos EUA. A oposição levanta suspeitas sobre a atuação do Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que não compareceu a uma convocação da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Deputados buscam explicações sobre se o Itamaraty tinha conhecimento prévio da aplicação das tarifas e, mesmo assim, agiu de forma ineficaz.
## Acusações de Politização e Negligência
Deputados acusam o governo de usar a questão diplomática para inflamar discursos ideológicos e nacionalistas, caracterizando a situação como "grave negligência diplomática". Há questionamentos sobre visitas específicas e a postura do Itamaraty diante de alegações americanas relacionadas à corrupção. Uma frente parlamentar também solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma investigação sobre o impulsionamento de anúncios governamentais a respeito do tema, sugerindo um uso político do assunto.
## Repercussão e Próximos Passos
A nota da liderança do PT no Senado, que utilizou a palavra "soberania" diversas vezes, é vista por alguns como uma tentativa de desviar o foco da gestão diplomática. A oposição acusa o chanceler de crime de responsabilidade pela ausência na comissão. O caso levanta preocupações sobre a estratégia diplomática brasileira e seu impacto nas relações comerciais, além de gerar desconfiança sobre os verdadeiros motivos por trás da condução do caso, com suspeitas de que o objetivo seria gerar dividendos eleitorais com a elevação de tarifas.