Irmão de Lula se opõe a nova reforma da Previdência
Sindnapi, entidade ligada ao irmão de Lula, rejeita novas propostas de reforma da Previdência, criticando aumento da idade mínima e alíquotas. Sindicato propõe combate à sonegação e fortalecimento do emprego formal como alternativas para garantir a sustentabilidade do sistema.

O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), entidade que tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou-se contra as propostas de uma nova reforma da Previdência em estudo. As sugestões incluem a elevação da idade mínima para aposentadoria para 67 anos e o aumento da alíquota de contribuição para Microempreendedores Individuais (MEI) de 5% para 11%, além de outras medidas que poderiam impactar os trabalhadores.
## Críticas e Alternativas
Em nota oficial, o Sindnapi declarou que os debates para resolver questões fiscais com regras mais rigorosas para os trabalhadores impõem "novos sacrifícios" à categoria. A entidade se posiciona contrária a qualquer iniciativa que resulte na retirada de direitos ou na criação de mais obstáculos para quem contribui ao longo da vida. O sindicato considera injusto e inaceitável que a primeira solução apresentada para a sustentabilidade da Previdência seja o aumento da carga para os cidadãos. A organização reconhece a necessidade de sustentabilidade do sistema, mas defende que as soluções devem vir através de novas fontes de financiamento. Entre as alternativas propostas estão o combate à sonegação fiscal, a cobrança de dívidas previdenciárias e a implementação de políticas que fortaleçam o emprego formal, visando ampliar a base de contribuintes.
## Cenário e Impacto
Os estudos que embasam as propostas de reforma apontam o envelhecimento acelerado da população como principal motor para as mudanças. A expectativa de vida no Brasil aumentou significativamente nas últimas décadas, enquanto a taxa de fecundidade diminuiu. Projeções indicam que, em três décadas, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderá ter um acréscimo de 32,5 milhões de beneficiários, elevando o déficit do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) de forma expressiva. Atualmente, o INSS paga cerca de 42 milhões de benefícios. Os estudos preveem um aumento considerável no percentual do PIB destinado ao financiamento da Previdência. O sindicato enfatiza a importância da discussão dessas propostas com a participação ativa de trabalhadores e aposentados, buscando um equilíbrio que não penalize excessivamente quem depende do próprio trabalho.