Irmão de ex-prefeito declara R$ 300 milhões e lidera ranking de candidatos ricos

Neto Furlan, irmão do ex-prefeito afastado de Macapá, declara R$ 298 milhões em bens, tornando-se o candidato mais rico registrado em 2026 até o momento. A fortuna é majoritariamente composta por terras agrícolas.

Irmão de ex-prefeito declara R$ 300 milhões e lidera ranking de candidatos ricos

O cenário eleitoral de 2026 já aponta para um novo recordista em patrimônio entre os candidatos. Neto Furlan (PSD), irmão do ex-prefeito afastado de Macapá, Antônio Furlan, declarou à Justiça Eleitoral do Amapá um vultoso patrimônio avaliado em aproximadamente R$ 298 milhões. Este valor o coloca como o candidato mais rico registrado até o momento na disputa, que ainda está em fase inicial.

## Patrimônio Concentrado em Terras Agrícolas

A maior parte da fortuna declarada por Neto Furlan está concentrada em propriedades rurais. Segundo os dados apresentados na plataforma DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o empresário possui 50% de lotes de terras agrícolas avaliados em mais de R$ 103 milhões. Adicionalmente, detém participações em outros imóveis rurais, incluindo três registros de 50% de lotes agrícolas, cada um avaliado em R$ 63,2 milhões, além de outro conjunto de lotes agrícolas no valor de R$ 2,7 milhões. A soma apenas desses bens rurais ultrapassa R$ 296 milhões.

## Outros Bens e Oportunidade Política

Além das expressivas propriedades rurais, o candidato a 1º suplente ao Senado, na chapa de Rayssa Furlan (Podemos), declarou outros bens. Entre eles, um terreno de R$ 60 mil, um imóvel residencial de R$ 350 mil e participações em lotes urbanos que somam mais de R$ 370 mil. Na esfera empresarial, Neto Furlan informou possuir 100% das quotas de duas empresas: o Instituto Governance, avaliado em R$ 50 mil, e a JFN Comércio de Veículos e Intermediação de Negócios Ltda, no valor de R$ 550 mil.

Neto Furlan, que nunca disputou um cargo eletivo anteriormente, é descrito como o "homem forte" do governo de seu irmão, o ex-prefeito Antônio Furlan, que foi afastado de suas funções em março deste ano por determinação da Polícia Federal. A legislação eleitoral exige que todos os integrantes de chapas majoritárias apresentem suas declarações de bens, tornando essas informações públicas para consulta por qualquer cidadão.