Irã nega otimismo de Trump sobre negociações de paz
General iraniano contradiz Donald Trump e nega que o país leve negociações mais a sério, descrevendo o conflito como uma "guerra sem fim".

Um alto oficial militar iraniano, identificado como general Asadi, negou as afirmações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã estaria levando as negociações de paz "mais a sério". As declarações de Asadi contrariam o otimismo expresso por Trump, que indicou que conversas estavam em andamento e que o Irã demonstrava crescente seriedade na situação.
## Tensão Militar e Declarações Contrastantes
Em resposta às declarações de Trump, o general Asadi afirmou que a postura do Irã em relação ao conflito com os EUA é de uma "guerra de atrito, uma guerra que não terá fim". Em uma declaração que sugere uma disposição para o confronto direto, o militar expressou um desejo de que as "forças terrestres do exército agressor americano se encontrem em uma posição em que possamos enfrentá-las em solo". Essa retórica surge em meio a uma escalada de tensões, marcada por ataques recentes dos EUA contra o Irã, considerados a mais grave escalada desde a redução de hostilidades anterior.
## Contexto das Negociações e Acusações Mútuas
As falas de Trump, proferidas na sexta-feira (24), indicavam que os EUA estavam em contato com o Irã e que o país persa estaria gradualmente mais sério nas conversas. "Estamos conversando com eles. Acho que eles estão ficando cada vez mais sérios com o passar dos dias — talvez pela razão mais óbvia —, mas estamos conversando com eles agora mesmo", declarou Trump a repórteres. Ele também expressou a crença de que o Irã "adoraria fazer um acordo", mas ainda não estaria "pronto para isso".
As declarações americanas ocorreram após uma reunião de assessores de Trump para discutir uma possível intensificação do conflito. Enquanto isso, um comentário publicado pelo veículo semioficial Nour News, próximo ao Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, sugeriu que Washington busca "mudar o cenário e transformar a crise bilateral entre Irã e EUA em um confronto entre o Irã e a comunidade internacional". O veículo também relembrou que o país, acusado de ameaçar o comércio global, já foi atacado anteriormente durante processos de negociação, em referência às acusações de Teerã sobre o bloqueio da navegação no Estreito de Ormuz.