Irã ironiza EUA e acusa de subestimar inteligência com base em 'QI limitado'
Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironiza EUA ao afirmar que medem a inteligência iraniana por seu 'QI limitado' e critica presença militar na região.

O presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou nesta segunda-feira (20) a postura dos Estados Unidos em relação ao conflito no Oriente Médio. Segundo Ghalibaf, os EUA contradizem seu discurso de buscar o fim da guerra ao reforçarem sua presença militar na região, ao mesmo tempo em que subestimam a capacidade de avaliação do Irã.
Em publicação nas redes sociais, Ghalibaf afirmou: “Os americanos continuam trazendo novos equipamentos militares para a região e afirmam que buscam interromper a guerra. Estão avaliando nossa inteligência com base no seu próprio e limitado QI”. A declaração surge em um contexto de intensificação das tensões entre Irã e EUA.
## Estratégia Americana em Xeque
Ghalibaf destacou que o Irã possui um conhecimento aprofundado das manobras americanas e está preparado para responder a qualquer eventualidade. “Nós nos tornamos verdadeiros especialistas em reconhecer essas manobras dos Estados Unidos e nos preparamos com base nisso. As ações devem confirmar as declarações, e não contradizê-las”, disse o parlamentar. Ele ressaltou a importância da coerência entre o discurso e as ações de Washington.
## Propostas e Negociações
O presidente do Parlamento iraniano também mencionou que mediadores transmitiram propostas ao governo do Irã nos últimos dias, mas evitou detalhar o conteúdo ou especular sobre relatos de uma possível trégua temporária de 10 dias para facilitar negociações. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, confirmou o recebimento das propostas, mas sem fornecer mais informações.
As ofensivas americanas na região miram infraestruturas de defesa e comunicação com o objetivo de conter agressões no Estreito de Ormuz. No entanto, o governo dos EUA afirma buscar uma saída negociada para o conflito. O Irã, por sua vez, considera seus direitos sobre o Estreito de Ormuz como inegociáveis.