Freiras ativistas usam ações para pressionar Big Tech por causas sociais
Freiras ativistas usam seu poder como acionistas para pressionar Big Tech e outras grandes empresas a adotarem práticas mais responsáveis em relação ao clima, direitos indígenas e justiça racial.

Um grupo de freiras está utilizando sua influência como acionistas para confrontar grandes corporações, especialmente no setor de tecnologia. A Congregação das Irmãs de São José da Paz, composta por 88 religiosas com atuação nos Estados Unidos e no Reino Unido, adota o ativismo acionário como ferramenta para promover mudanças em questões sociais e ambientais relevantes.
## Ativismo nas Empresas
A irmã Susan Francois, membro da congregação, exemplifica essa abordagem. Diferente da imagem tradicional de uma freira, ela não utiliza hábito e mantém um perfil ativo em redes sociais como o TikTok. Em seus vídeos, frequentemente gravados em frente a centros de detenção de imigrantes em Nova Jersey, EUA, ela se posiciona em defesa de migrantes e suas famílias. Contudo, seu engajamento vai além das plataformas digitais, estendendo-se à sua participação como acionista em diversas empresas.
## Pautas Defendidas
Ao se tornarem acionistas, as freiras ganham o direito de participar de assembleias e votar em decisões corporativas. Essa posição é strategicamente utilizada para pressionar as companhias a adotarem posturas mais responsáveis em relação a temas como as mudanças climáticas, os direitos territoriais dos povos indígenas e a promoção da justiça racial. A iniciativa busca alinhar as práticas empresariais com valores éticos e de sustentabilidade, desafiando o modelo de negócios de grandes corporações, incluindo as do setor de Big Tech.
## Impacto e Expectativas
O ativismo acionário promovido pelas freiras da Congregação das Irmãs de São José da Paz demonstra uma nova frente de atuação para religiosos engajados em causas sociais. Ao invés de apenas protestar ou se manifestar publicamente, elas optam por uma estratégia corporativa, visando influenciar decisões internas das empresas. A expectativa é que essa pressão estratégica gere resultados concretos, impulsionando as corporações a implementarem políticas mais alinhadas com a proteção ambiental, os direitos humanos e a equidade social, fortalecendo a ideia de que é possível conciliar interesses econômicos com responsabilidade socioambiental.