Ford e GM disputam contrato militar bilionário para novo caminhão tático

Ford e General Motors competem para desenvolver o novo caminhão tático do Exército dos EUA. O contrato visa modernizar a frota militar com veículos versáteis e de alta capacidade.

Ford e GM disputam contrato militar bilionário para novo caminhão tático

A Ford Motor e a General Motors (GM) estão na disputa por um contrato militar de grande vulto para o desenvolvimento do novo caminhão tático do Exército dos Estados Unidos. A iniciativa, que pode representar o maior contrato militar para a Ford desde a Guerra Fria, visa modernizar a frota de veículos do país e reforçar os estoques de defesa. A BC Customs, fabricante de veículos off-road, também participa da concorrência.

## Modernização e Novos Veículos

O Exército americano solicitou o apoio de grandes montadoras para expandir sua capacidade de produção de equipamentos militares. O programa prevê a criação de aproximadamente 600 unidades do novo veículo, que será projetado para transportar tropas em terrenos desafiadores e atuar como uma fonte móvel de energia para equipamentos como drones e sistemas de comando. O Departamento de Defesa dos EUA concedeu contratos para que Ford, GM e BC Customs desenvolvam protótipos, com entrega prevista para o próximo ano, para avaliação militar.

A proposta da Ford se baseia em três protótipos derivados da linha F-Series Super Duty, suas picapes pesadas. A montadora acredita que seus veículos comerciais atuais podem atender às exigências das forças militares, demonstrando sua capacidade de criar soluções para as necessidades dos soldados. A General Motors concorre com uma alternativa baseada em sua picape pesada Silverado, já em avaliação militar na versão ISV-Heavy. O novo caminhão deverá ter funcionalidades que vão além do transporte convencional, servindo como plataforma móvel para carregar equipamentos eletrônicos usados em missões.

## Capacidade Industrial e Histórico

O valor total do contrato ainda não foi divulgado, mas veículos táticos menores já custaram cerca de US$ 330 mil por unidade. A participação de grandes montadoras como Ford e GM atende a uma pressão de líderes militares dos EUA para aumentar o envolvimento da indústria automotiva na cadeia de defesa, aproveitando a capacidade industrial para suprir demandas militares. O CEO da Ford, Jim Farley, já havia mencionado conversas com o Pentágono sobre projetos de defesa, incluindo transporte terrestre e produção de componentes estratégicos.

Enquanto a Ford foca em veículos terrestres e infraestrutura industrial, a GM explora segmentos mais pesados da defesa, incluindo componentes de munição, e já possui uma divisão específica de defesa desde 2017. A GM também tem um contrato condicionado à aprovação orçamentária para fabricar 10 mil veículos leves de infantaria. A Ford possui um histórico com as forças armadas americanas desde as guerras da Coreia e do Vietnã, mas se afastou do setor de defesa após vender sua divisão Ford Aerospace em 1990.