Flávio Bolsonaro renuncia à segurança da PF por desconfiança
Flávio Bolsonaro renuncia à segurança da PF por desconfiar da instituição e pede que recursos sejam usados em investigações de fraudes contra aposentados.

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), declarou neste domingo, 19, que abrirá mão do esquema de segurança oferecido pela Polícia Federal (PF) aos candidatos presidenciais durante a campanha eleitoral. A decisão, comunicada por meio de suas redes sociais, baseia-se em uma profunda desconfiança em relação à atual gestão da corporação.
Flávio Bolsonaro expressou receio de que "infiltrados" possam comprometer sua campanha, citando diretamente o atual chefe da PF. "Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", escreveu o senador. Ele também mencionou a possibilidade de a direção da PF ser responsável por direcionar esses agentes para investigar supostas fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Como alternativa, o senador solicitou que os servidores da PF que estariam à sua disposição sejam imediatamente alocados para investigar o "roubo dos aposentados do INSS". Ele reiterou sua crítica à falta de investigação sobre Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio Bolsonaro argumentou que, se a escassez de efetivo foi a justificativa para não investigar Lulinha, ele estaria contribuindo para que o dinheiro desviado no governo atual seja recuperado para os aposentados.
A Polícia Federal tem um plano para a segurança de candidatos em 2026, que prevê a mobilização de até 458 servidores, veículos blindados, equipamentos antidrone e kits antibomba, com um orçamento estimado em R$ 95 milhões. Essa estrutura será disponibilizada após a homologação das candidaturas e solicitação formal pelas campanhas, podendo atender até dez candidaturas simultaneamente em todo o país, com base no nível de risco de cada uma. Flávio Bolsonaro já tem utilizado seguranças particulares e colete à prova de balas em compromissos públicos.