Flávio Bolsonaro foca em redes sociais e corrupção em audiência nos EUA

Flávio Bolsonaro discursou no USTR dos EUA sobre redes sociais, corrupção e Pix, criticando o governo Lula e defendendo a implementação do sistema de pagamentos.

Flávio Bolsonaro foca em redes sociais e corrupção em audiência nos EUA

Em uma breve intervenção de cinco minutos em audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um discurso político focado em três temas principais: redes sociais, corrupção e o sistema de pagamentos Pix. Segundo relatos de uma fonte presente na sala, a fala do parlamentar, pré-candidato à Presidência, não incluiu a apresentação de dados técnicos.

No que diz respeito às redes sociais, Flávio Bolsonaro abordou a questão da censura de postagens pelo Supremo Tribunal Federal (STF), associando-a à influência do governo atual. O senador também mencionou escândalos de corrupção, citando o mensalão e supostos envolvimentos de figuras ligadas ao presidente Lula, como o caso do Banco Master e fraudes em descontos do INSS.

O sistema de pagamentos instantâneos Pix foi outro ponto destacado por Flávio Bolsonaro. Ele ressaltou que a implementação da ferramenta ocorreu durante a administração de Jair Bolsonaro, defendendo que o Pix não representa um problema e que pode complementar o sistema de pagamentos americano. Essa fala se alinha a um dossiê de 86 páginas enviado previamente ao governo dos EUA, que argumentava sobre um "erro de timing" na aplicação de novas tarifas a produtos brasileiros, especialmente próximo às eleições presidenciais, sugerindo que tais medidas poderiam beneficiar o presidente Lula. O senador também teria argumentado que as tarifas impostas são prejudiciais à economia dos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro esteve acompanhado de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e três assessores. Um dos assessores tinha a função específica de registrar todos os movimentos do senador durante o evento. O início da audiência sofreu um atraso de dez minutos, pois ocorria simultaneamente outra sessão que tratava da taxação de produtos oriundos de trabalho forçado.

A audiência no USTR, onde Flávio Bolsonaro discursou, visava discutir questões comerciais e tarifas de importação, com um contexto de proximidade das eleições presidenciais brasileiras.