Flávio Bolsonaro chama decisão de Moraes de 'vingança'

Flávio Bolsonaro critica decisão de Alexandre de Moraes que proíbe visitas a Jair Bolsonaro na prisão domiciliar, chamando-a de 'vingança' e acusando perseguição política.

Flávio Bolsonaro chama decisão de Moraes de 'vingança'

O senador Flávio Bolsonaro (PL) classificou como "ilegal, desproporcional, covarde e cruel" a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 30 dias o direito do ex-presidente Jair Bolsonaro de receber visitas, com exceção de advogados e médicos. A medida foi tomada após Bolsonaro violar as regras de sua prisão domiciliar ao divulgar uma "Carta aos Brasileiros", que foi lida por Flávio em uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a divulgação da carta configurou uma violação das restrições impostas pelo STF. A PGR argumentou que, embora a violação não justifique o retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado, novas medidas são necessárias para impedir que seus contatos pessoais sejam usados para transmitir mensagens com potencial de interferir nas eleições deste ano. Moraes acatou a manifestação da PGR.

Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais para criticar a decisão, afirmando em vídeo que a medida parte "do medo de que Bolsonaro ou um Bolsonaro volte à Presidência do Brasil", o que teria "tirado completamente a sua condição de ser juiz". Ele acusou Moraes de "usar a força que o Estado lhe conferiu para satisfazer os seus devaneios pessoais", caracterizando a ação como "vingança" e não justiça. O senador também reiterou acusações anteriores de que Moraes teria "desequilibrado" as eleições de 2022.

O pré-candidato presidencial pediu que a direita "deixe as diferenças de lado" para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas próximas eleições. A decisão de Moraes também suspendeu visitas com finalidade "político-eleitoral" a Bolsonaro até o final das Eleições 2026. A proibição de visitas gerais abrange o período de 30 dias, mantendo apenas as permissões para a equipe médica, fisioterapêutica e advogados.