Flávio Bolsonaro alega perseguição desproporcional e critica imprensa
Senador Flávio Bolsonaro alega perseguição desproporcional e critica imprensa por vazamento de notas fiscais e quebra de sigilo. Ele compara sua situação a casos envolvendo o PT e afirma ser uma ameaça ao "sistema".

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou nesta quinta-feira (23) ser vítima de uma "perseguição desproporcional", em meio a alegações de quebra de sigilo de seu escritório de advocacia para investigar repasses de uma empresa ligada ao caso Banco Master. Durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, Bolsonaro negou ter recebido quaisquer recursos da Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A., empresa investigada por suposta ligação com o esquema.
Flávio Bolsonaro criticou a imprensa, que, segundo ele, tem "julgando e me condenando 24 horas por dia". Ele lamentou a divulgação de imagens de notas fiscais, que, em sua visão, deveriam ter acesso restrito ao escritório e a órgãos federais como a Receita Federal. "Mesmo eu não sendo investigado por nada, por ser totalmente ficha limpa, mas ficam criando narrativas o tempo inteiro pra tentar me desumanizar e me atacar, ainda assim quebraram o meu sigilo, o sigilo do meu escritório de advocacia", afirmou o senador.
## Críticas ao "Sistema" e Comparação com o PT
O senador argumentou que sua situação é resultado de representar uma ameaça ao "sistema". Ele traçou um paralelo com o caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, investigado no escândalo do INSS. "Eu não sou investigado em absolutamente nada (...) vocês [imprensa] não vão me puxar para o mesmo patamar onde está o PT, onde está o Lula, onde está o Lulinha e onde está o Careca do INSS. Porque isso aqui é corrupção", declarou.
## Proibição de Visitar o Pai e "Ameaça ao Sistema"
Sem mencionar diretamente o Judiciário, Flávio Bolsonaro também comentou a determinação que o impede de visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. "Fico com saudades, ainda mais agora quando a gente tá proibido de ver o próprio pai (...) Eu sou claramente uma pessoa altamente perseguida, não é de agora, sei disso, desde lá de trás. Nunca reclamei de ser questionado de nada, mas está acontecendo agora algo completamente desproporcional. É completamente absurdo o que está acontecendo, porque estão vendo que eu sou uma ameaça de verdade ao sistema."
O senador reiterou que, após não aceitar trabalhar para a Copenhagen Assessoria e Consultoria, cancelou duas notas fiscais emitidas em seu nome, cada uma no valor de R$ 500 mil, que haviam sido datadas para 7 de abril de 2025. Essas notas estavam sob investigação por ligação com o caso Master.