Flávio Bolsonaro acusa Moraes de advocacia administrativa e ataca esposa do ministro

Senador Flávio Bolsonaro acusa ministro Alexandre de Moraes de advocacia administrativa e questiona recebimento de R$ 129 milhões pela esposa do magistrado, em meio a novas restrições impostas ao ex-presidente Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro acusa Moraes de advocacia administrativa e ataca esposa do ministro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) direcionou fortes críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante um evento do Partido Liberal (PL) em Vitória, no Espírito Santo. Segundo o senador, o ministro praticaria advocacia administrativa e sua esposa receberia R$ 129 milhões para atuar em causas que, na visão de Flávio, seriam simuladas.

## Acusações e Contexto

As declarações foram proferidas um dia após Alexandre de Moraes ampliar as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. As novas medidas incluem a proibição de contatos políticos até o fim das eleições de 2026 e a suspensão de divulgação de manifestos político-eleitorais. Moraes também manteve a suspensão de visitas de Flávio Bolsonaro por 90 dias.

Flávio Bolsonaro questionou o recebimento de vultosos valores pela esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, sócia do escritório de advocacia Barci de Moraes. O contrato com o Banco Master previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos. Dados da Receita Federal indicam que a instituição financeira declarou pagamentos de R$ 80,2 milhões ao escritório em 2024 e 2025. O escritório afirmou ter prestado serviços de consultoria e atuação jurídica ao banco.

O senador também mencionou a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que foi preso em novembro de 2025. Segundo informações, Moraes teria trocado mensagens com Vorcaro no dia da prisão. O ministro já negou ter recebido as mensagens.

## Ataques Pessoais e Políticos

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro também estendeu suas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando a marca do Partido dos Trabalhadores (PT) como "corrupção, incompetência e agora agregou a perseguição". O senador reiterou ataques anteriores a Alexandre de Moraes, chamando-o de "sem alma" e "demônio", e acusando-o de "rasgar a Constituição".

Flávio Bolsonaro também foi associado a Daniel Vorcaro e a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, apontado como chefe de uma milícia privada ligada ao ex-banqueiro. O senador negou conhecer Sicário e questionou a autenticidade de uma foto que o mostrava ao lado dele, atribuindo a proximidade a pedidos comuns de fotos por ser uma figura pública.