Filhos de Bolsonaro criticam restrição de visitas ao ex-presidente

Ministro do STF restringe visitas a Jair Bolsonaro a profissionais de saúde e advogados por 30 dias. Filhos e aliados do ex-presidente criticam duramente a decisão nas redes sociais.

Filhos de Bolsonaro criticam restrição de visitas ao ex-presidente

Aliados e filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro reagiram com veemência à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que, nesta sexta-feira (17.07.2026), manteve a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, mas impôs uma restrição severa às visitas. Pelas próximas quatro semanas, apenas profissionais de saúde – médicos e fisioterapeutas – e a equipe de defesa do ex-presidente terão permissão para visitá-lo.

## Reações nas Redes Sociais

Os filhos de Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, o ex-vereador Carlos Bolsonaro e o vereador Jair Renan Bolsonaro, manifestaram sua insatisfação através de suas redes sociais. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, compartilhou um vídeo classificando a medida como "ilegal, desproporcional, covarde e cruel", comparando a situação do pai a um "enterrado vivo" sofrendo agressões. Jair Renan expressou sua dor pela proibição de ver o pai, mesmo que por um período limitado de 30 dias, destacando a "prisão injusta" do ex-presidente.

Carlos Bolsonaro também se pronunciou, afirmando que a proibição de visitas dos filhos foi determinada "em questão de segundos após a PGR". A restrição surge em um contexto de intensa atividade política dos filhos em defesa do pai, especialmente após Flávio Bolsonaro ter divulgado uma "Carta aos Brasileiros" escrita por Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente pede votos para o filho e o designa como "porta-voz" na corrida presidencial.

## Críticas e Implicações Políticas

A decisão de Moraes já havia impactado Flávio Bolsonaro, que teve seu direito de visita ao pai suspenso por 90 dias anteriormente, mesmo estando registrado como um dos advogados de defesa. Outros aliados políticos também se manifestaram. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, acusou a esquerda e o ministro de "violar todos os direitos humanos" contra o "maior presidente que a República Federativa do Brasil já teve".

O deputado federal Marcel van Hattem considerou a medida uma "interferência descarada" nas eleições de outubro, em favor do atual presidente. Van Hattem levantou a questão sobre como a decisão afetaria a visita do presidente argentino, Javier Milei, que manifestou interesse em encontrar Bolsonaro durante sua vinda ao Brasil para a convenção nacional do PL.