Federação União-PP em Goiás apoiará Caiado contra neutralidade nacional

Federação União-PP em Goiás ignora neutralidade nacional e apoiará Ronaldo Caiado para governador, segundo prefeito de Goiânia, Sandro Mabel.

Federação União-PP em Goiás apoiará Caiado contra neutralidade nacional

Apesar da decisão nacional da Federação União Progressista (formada por União Brasil e PP) de manter neutralidade nas eleições presidenciais, a legenda em Goiás optará por apoiar o atual governador Ronaldo Caiado (PSD). A declaração partiu do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), que classificou a posição da cúpula partidária como uma "decisão estratégica".

Mabel argumentou que a base dos partidos em cada estado tem autonomia para definir seus próprios alinhamentos políticos. "Aqui em Goiás não ficaremos parados. Sairemos junto com o Caiado. Mesmo não estando no União Brasil, é o candidato nosso", afirmou o prefeito, enfatizando que a definição em Goiás contraria a orientação nacional.

Ele também pontuou que essa dinâmica de arranjos regionais não se restringe a Goiás, prevendo que em outros estados os membros da federação também apoiarão diferentes candidatos à presidência, incluindo nomes como Bolsonaro e Lula, dependendo das lideranças locais. "Um vai apoiar candidato do PSD, outro Bolsonaro, outro Lula. É uma base muito grande. Muitos deputados, muitas lideranças. Certamente vão escolher um lado", disse.

A decisão de neutralidade da Federação União-PP na esfera nacional foi resultado de articulações envolvendo lideranças do Centrão e conversas com o governo federal. Interlocutores do presidente Lula indicam que o pedido de independência partiu de nomes como o ministro José Guimarães e o presidente do PT, Edinho Silva. A federação, que detém um tempo significativo de rádio e TV, buscou garantir maior autonomia na divisão do tempo de propaganda eleitoral, o que, ao se declarar neutra, pode beneficiar proporcionalmente o PT.

A articulação para que a federação não apoiasse formalmente o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) envolveu negociações diretas com os líderes do PP e do União Brasil. A priorização dos palanques regionais foi um dos principais argumentos apresentados pelas legendas para justificar a escolha pela neutralidade nacional, buscando fortalecer suas bases eleitorais em cada estado.