FBI investiga AFA por movimentação de US$ 300 milhões nos EUA

FBI investiga Federação Argentina de Futebol (AFA) por suspeitas de lavagem de dinheiro e fraude em movimentação de centenas de milhões de dólares nos EUA durante a Copa do Mundo.

FBI investiga AFA por movimentação de US$ 300 milhões nos EUA

A Associação de Futebol Argentino (AFA) está sob investigação do FBI e de procuradores federais dos Estados Unidos por suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro. O inquérito apura a movimentação de centenas de milhões de dólares em território americano, com foco em operações financeiras realizadas durante a Copa do Mundo.

As autoridades americanas buscam determinar se o fluxo de capital, estimado em cerca de US$ 260 milhões por O Imparcial MA e mais de US$ 300 milhões pela CNN Brasil, configurou crimes sujeitos à jurisdição dos EUA, como fraude bancária e lavagem de ativos. Segundo o jornal argentino La Nación, que revelou a investigação, o objetivo é reconstruir como a AFA movimentou esses valores pelo sistema financeiro dos Estados Unidos.

O centro da apuração é a empresa TourProdEnter LLC, sediada nos EUA e de propriedade do produtor teatral Javier Faroni, e sua esposa Erica Gillette. A companhia atuava como agente de cobrança de contratos comerciais internacionais da AFA, incluindo acordos com marcas como Adidas e Warner, movimentando os fundos por meio de contas em instituições financeiras americanas.

Investigadores apontam que apenas uma parcela do montante total pôde ser diretamente vinculada a despesas operacionais identificáveis da federação. Documentos analisados indicam que cerca de US$ 57 milhões foram distribuídos entre diversas empresas e beneficiários sem justificativa econômica ou comercial clara, segundo O Imparcial MA. O Globo também menciona essa cifra em sua apuração.

Nomes como o do empresário Guillermo Tofoni, que teria sido o autor da denúncia, e dirigentes da AFA, como o presidente Claudio “Chiqui” Tapia e Pablo Toviggino, estão sob análise. O FBI busca depoimentos detalhados sobre a estrutura de administração dos recursos internacionais.

A investigação ganhou força a partir de 2025, conduzida pelos procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger. O Departamento de Justiça dos EUA também avalia convocar ex-integrantes do governo argentino de Javier Milei para prestar esclarecimentos sobre informações sigilosas da AFA.

Até o momento, a AFA e Claudio Tapia não se manifestaram oficialmente sobre o caso. A apuração permanece em fase preliminar, sem denúncia formal ou acusação criminal apresentada.