Ex-deputada Sílvia Waiãpi acusa Furlan de racismo e barragem de candidatura
Ex-deputada Sílvia Waiãpi acusa Antônio Furlan de racismo e barragem de candidatura em eleições no Amapá, alegando critérios discriminatórios.

A ex-deputada federal Sílvia Waiãpi foi impedida de concorrer às eleições deste ano pelo seu partido, o PSD, e reagiu acusando o ex-prefeito afastado Antônio Furlan de racismo estrutural. A decisão sobre a exclusão de Waiãpi da nominata de candidatos foi comunicada no domingo (19), durante uma reunião com dirigentes e coordenadores da campanha de Furlan ao Governo do Estado do Amapá.
Ao ser informada sobre a decisão, Sílvia Waiãpi confrontou um dos coordenadores responsáveis pelo anúncio, o pastor Gesiel Oliveira. Ela afirmou ter apresentado toda a documentação necessária, incluindo certidões negativas, e questionou os critérios adotados pela legenda. "Apresentei todas as certidões negativas. Isso é racismo estrutural. Ele (Furlan) não é brasileiro. É porto-riquenho e também responde a inúmeros processos que ainda não transitaram em julgado. Preferem dar direito (de concorrer) a um homem que não é brasileiro do que dar direitos a uma mulher indígena", declarou a ex-parlamentar.
A versão apresentada por integrantes da sigla difere da acusação de Waiãpi. A ex-deputada federal perdeu seu mandato após uma recontagem de votos determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento das chamadas sobras eleitorais. Posteriormente, Sílvia Waiãpi foi condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) por desvio de recursos do fundo eleitoral, destinados ao pagamento de um procedimento estético.
O partido também deve indicar o candidato a vice-governador, cargo que, até o momento, deverá ser ocupado pela esposa do deputado federal Vinicius Gurgel. A ex-deputada aguarda um posicionamento oficial da coordenação do partido sobre as declarações.