Eurodeputados pedem investigação sobre Gianni Infantino na FIFA

Deputados europeus exigem investigação sobre Gianni Infantino, presidente da FIFA, por suposta interferência em caso de jogador americano. Críticas apontam falta de transparência e politização na entidade.

Eurodeputados pedem investigação sobre Gianni Infantino na FIFA

Um grupo de 30 deputados do Parlamento Europeu solicitou às federações de futebol do continente a abertura de uma investigação sobre o presidente da FIFA, Gianni Infantino. A demanda surge em decorrência do caso envolvendo o atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos.

A carta assinada pelos eurodeputados visa apurar se Infantino teria interferido na decisão de suspender a punição automática de uma partida aplicada a jogadores expulsos, medida que, segundo a denúncia, beneficiou Balogun. A suspensão da penalidade foi anunciada após a partida entre Estados Unidos e Bósnia-Herzegovina, na qual Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus.

O caso ganhou repercussão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter declarado ter conversado com Infantino sobre o lance. O dirigente da FIFA confirmou a conversa, mas a interferência política gerou críticas.

O deputado irlandês Barry Andrews, articulador da iniciativa, classificou a reversão da suspensão como mais um exemplo de "padrão ininterrupto" de falta de transparência na governança da FIFA. Andrews descreveu a entidade como "profundamente corrupta" e considerou Infantino "pior" que seu antecessor, Sepp Blatter, em termos de politização da presidência.

Para os parlamentares, o envolvimento de Trump reforça a percepção de que a FIFA deixou de atuar como uma organização esportiva neutra. A investigação proposta busca determinar se a decisão disciplinar foi autônoma ou se houve pressão externa.

Este episódio ocorre em um momento de aproximação entre a FIFA e o governo dos Estados Unidos, um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026. A Copa é um evento privado organizado pela FIFA, cujas seleções se classificam por meio de eliminatórias. As escolhas de comissão técnica e jogadores são feitas por entidades privadas, como a CBF no Brasil, sem participação direta do governo.