EUA Sancionam Ministro Cubano e Brigadas Médicas
EUA impõem sanções a ministro da Saúde de Cuba e brigadas médicas, alegando tráfico humano. Cuba reage, chamando a ação de 'intenções genocidas' e defendendo suas missões como serviço solidário.

Os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra o ministro da Saúde de Cuba, Jose Ángel Portal Miranda, e contra a rede de brigadas médicas cubanas que atuam no exterior. A medida, divulgada pelo Departamento de Estado, também afeta entidades do setor energético e outras ligadas ao conglomerado militar Gaesa, que já haviam sido alvo de sanções anteriores.
## Exploração ou Serviço Humano?
Segundo o governo americano, as missões médicas cubanas representam uma forma de "tráfico de seres humanos" e "exploração", alegando que as autoridades da ilha utilizam leis e condições econômicas coercitivas para obrigar profissionais de saúde a participarem desses programas. Washington afirma que a exploração de mão de obra é uma prática recorrente.
As brigadas médicas são a principal fonte de receita para o regime cubano, gerando cerca de US$ 7 bilhões anualmente. Em 2025, aproximadamente 24 mil profissionais de saúde cubanos estavam alocados em 56 países. Contudo, a pressão dos EUA levou países como Guatemala, Honduras, Jamaica e Guiana a encerrarem acordos de cooperação médica com Cuba.
## Reação Cubana
Em resposta, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, classificou as missões como um "serviço humano e solidário", reconhecido internacionalmente. Ele acusou os EUA de atacarem o direito fundamental ao acesso à saúde para centenas de milhares de pessoas em todo o mundo. Havana também interpretou as sanções como demonstração de "intenções genocidas" de Washington, visando criar uma crise humanitária na ilha.
As entidades sancionadas incluem a Unidade Central de Cooperação Médica, sua diretora Gretza Sánchez Padrón, a Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos e o próprio ministro da Saúde Pública. No setor energético, foram sancionados o Centro de Investigações do Petróleo e a Empresa de Energia. Já as empresas ligadas à Gaesa incluem o Terminal de Contêineres de Mariel e a Coral Marítima.
A política de "pressão máxima" adotada pela gestão americana contra Cuba, intensificada desde o início de 2026, tem como alvo principal as fontes de receita e influência do governo cubano.