EUA revisam número de militares mortos em conflito; Trump participa de cerimônia

EUA revisam número de militares mortos em conflito contra o Irã de 18 para 14. Presidente Trump participa de cerimônia de repatriação de corpos.

EUA revisam número de militares mortos em conflito; Trump participa de cerimônia

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos revisou o número de militares americanos mortos na guerra contra o Irã em menos de 24 horas. Inicialmente, o Pentágono divulgou em seu site de baixas militares que 18 americanos haviam falecido no conflito. No entanto, no dia seguinte, o número foi reduzido para 14 soldados. Segundo autoridades militares que falaram sob condição de anonimato, a alteração ocorreu porque quatro militares que morreram no último fim de semana – três na Jordânia e um no norte do Iraque – tiveram suas mortes registradas após o presidente declarar um cessar-fogo em abril. As fontes descreveram discussões internas sensíveis sobre a classificação dessas baixas.

O secretário de imprensa interino do Pentágono, Joel Valdez, atribuiu a discrepância a "interrupções temporárias de dados" no site, que deveriam ser rapidamente corrigidas. Desde o colapso do cessar-fogo, o Pentágono tem sido cauteloso na divulgação de informações sobre a estratégia militar e sobre militares feridos, com a última coletiva de imprensa sobre a guerra ocorrendo no início de maio. A divulgação de ataques iranianos a bases com tropas americanas é vista como um risco à segurança operacional.

## Cerimônia de Repatriação

Em paralelo à revisão dos números, o presidente Donald Trump compareceu a uma cerimônia de repatriação dos corpos de militares americanos mortos na guerra, na Base Aérea de Dover, em Delaware. Ao lado do secretário de Guerra, Pete Hegseth, e de familiares dos falecidos, Trump prestou continência aos caixões cobertos com bandeiras dos EUA. Um dos caixões, da sargento Angel Rampersad, estava vazio, e ela foi declarada "presumivelmente morta" após ataques na Jordânia.

Trump classificou a cerimônia como "uma das coisas mais difíceis de fazer como presidente", mas ressaltou a importância de honrar os militares. Ele também reiterou ameaças ao regime iraniano, afirmando que Teerã "vai pagar muitas vezes mais" por cada combatente americano morto. A guerra, que envolve os EUA e Israel contra o Irã, já custou pelo menos US$ 37,5 bilhões aos cofres americanos e resultou na morte de 18 militares, com mais de 450 soldados feridos, de acordo com informações divulgadas anteriormente.

## Críticas e Pressão Política

A questão das baixas militares tem sido um ponto sensível na política americana. Críticos, incluindo senadores democratas, alegam que o governo Trump tem dificuldades em ser transparente sobre a condução da guerra. O tenente-general aposentado Ben Hodges criticou a minimização de mortes, vendo isso como um sinal de "falta de vontade ou incapacidade de aprender com os erros". A posição de Trump, que adotou o slogan "sem mais guerras" em sua campanha eleitoral de 2024, contrasta com o engajamento em conflitos armados. A questão das mortes militares é especialmente relevante em um contexto onde Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, frequentemente culpam administrações anteriores por baixas americanas em conflitos passados, como os 13 militares mortos em Cabul em 2021.