EUA queriam inspecionar eleições no Brasil; Itamaraty negou vistos
EUA planejavam missão para avaliar eleições no Brasil, mas Itamaraty negou vistos. Embaixador Celso Amorim criticou a ação como desrespeito à soberania. Paralelamente, críticas a Milei e alegações sobre desmatamento brasileiro.

O governo dos Estados Unidos planejava enviar dois altos funcionários para o Brasil com o objetivo de avaliar a lisura e a integridade do sistema eleitoral do país, conforme reportado pelo jornal The Washington Post. Os representantes, Riley Barnes e Samuel Samson, estariam ligados ao secretário de Estado Marco Rubio, considerado um aliado de aliados da família Bolsonaro em Washington.
## Interferência ou Intercâmbio?
Segundo fontes do governo, a possível viagem tinha como meta reforçar campanhas de desinformação contra as urnas eletrônicas brasileiras. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto para os funcionários americanos. O Embaixador Celso Amorim, chefe da assessoria internacional da Presidência, classificou a iniciativa como um "desrespeito à soberania" e "interferência", caso ocorresse sem convite. Ministros do TSE e STF, ouvidos reservadamente, consideraram a ação uma "ousadia", mas reconheceram que visitas de observadores para intercâmbio de experiências são comuns.
## Críticas a Milei e Desmatamento
Paralelamente, o presidente do PT, Edinho Silva, criticou Javier Milei, presidente da Argentina, por declarações consideradas desrespeitosas durante um evento do PL no Brasil. Milei atacou o sistema eleitoral brasileiro e os poderes constituídos, além de referir-se ao presidente Lula como "presidiário" e ao ministro Alexandre de Moraes como "lixo careca".
Em outra frente, um representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, mencionou que o desmatamento no Brasil cria uma desvantagem competitiva para agricultores americanos. Ele afirmou que "padrões ambientais mais baixos em outros países justificam tarifas mais altas", e que o desmatamento ilegal foi um argumento usado pelo governo americano para justificar tarifas sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas que "oneram ou restringem" o comércio.