EUA negam ação militar no Brasil após alerta do Itamaraty

Governo Trump reage a alerta do Itamaraty e chama de 'absurda' hipótese de ação militar dos EUA no Brasil após classificação de facções como terroristas.

EUA negam ação militar no Brasil após alerta do Itamaraty

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, refutou veementemente as preocupações levantadas pelo Itamaraty brasileiro a respeito de uma possível ação militar americana no Brasil. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a hipótese de intervenção é "absurda". A tensão diplomática surgiu após os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

O Itamaraty, por meio do chanceler Mauro Vieira, enviou um ofício à Câmara dos Deputados argumentando que tal classificação abre margem para o uso da força militar por parte do governo americano em território brasileiro. Na manifestação, o Itamaraty destacou que a medida "não trará benefícios concretos para a cooperação internacional entre EUA e Brasil no enfrentamento ao crime organizado" e poderia gerar impactos negativos tanto na esfera econômica quanto na soberania nacional.

Em resposta direta, um porta-voz do Departamento de Estado americano, que não foi nomeado, classificou a manifestação brasileira como "absurda". A autoridade americana afirmou que as alegações sobre uma suposta intervenção militar costumam servir de "pretexto para auxiliar e dar respaldo a alguns dos grupos mais violentos do mundo". Segundo ele, o governo dos EUA está tomando medidas decisivas, de acordo com suas próprias competências soberanas, para combater o narcoterrorismo, uma vez que o PCC e o CV também atuam nos Estados Unidos, representando uma ameaça à população americana.

Embora a ala diplomática tenha expressado preocupação, o Ministério da Defesa do Brasil não visualiza riscos iminentes de uma ação militar americana no território nacional. A pasta da Defesa tem acompanhado o tema e, segundo informações divulgadas, entende que há mais risco de hostilidade em discussões sobre guerra tarifária entre os dois países do que em um possível acirramento de ânimos das Forças Armadas em relação às facções brasileiras após as recentes medidas dos EUA. O ministro José Múcio Monteiro tem mantido conversas com suas contrapartes na América do Sul sobre o assunto.