EUA intensificam ataques ao Irã após mortes de militares na Jordânia
EUA lançam novos ataques contra o Irã em resposta à morte de militares na Jordânia. Ações visam punir Teerã e garantir segurança no Estreito de Ormuz, elevando tensões na região.

Os Estados Unidos lançaram uma nova série de ataques aéreos contra o Irã, em resposta direta à morte de dois militares americanos e o desaparecimento de um terceiro em um ataque iraniano na Jordânia. O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que os bombardeios começaram no sábado (18) às 19h (horário de Brasília), com o objetivo de "punir rapidamente" as forças da Guarda Revolucionária Islâmica responsáveis pela agressão. Segundo o Centcom, os ataques visam também reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz.
## Escalada de Tensões
Este é o oitavo dia consecutivo de ataques americanos contra o Irã. As hostilidades foram intensificadas após o incidente na Jordânia, que resultou nas primeiras baixas militares americanas desde março. O Pentágono confirmou que os soldados americanos morreram na sexta-feira (17) enquanto forças americanas e aliadas se defendiam de ataques iranianos com mísseis balísticos e drones contra a base de al-Azraq. A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade pelo ataque, alegando ter destruído aeronaves americanas. Além dos mortos e desaparecido, outros quatro militares americanos foram hospitalizados com ferimentos leves, mas já receberam alta e retornaram ao serviço.
## Consequências e Repercussões
A escalada de tensões ocorre em um momento delicado para a região. O Departamento de Estado dos EUA emitiu um alerta global, aconselhando cautela aos americanos, especialmente no Oriente Médio. Analistas sugerem que a contínua troca de ataques pode levar a hostilidades mais intensas nos próximos dias ou semanas. O Irã, por sua vez, ameaçou uma "fase de ofensiva total" caso os ataques americanos persistam por mais tempo. O bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz, um canal vital para o transporte de petróleo, levou os EUA a reimplantarem seu bloqueio aos portos iranianos, com relatos de detenção de navios e até explosões após atingirem minas.