EUA enviam missão eleitoral ao Brasil; PT critica Milei por ataques a Lula

Celso Amorim critica missão eleitoral dos EUA no Brasil como 'desrespeito à soberania'. PT repudia ataques de Javier Milei a Lula e Alexandre de Moraes durante convenção do PL.

EUA enviam missão eleitoral ao Brasil; PT critica Milei por ataques a Lula

A tentativa de envio de funcionários do governo dos Estados Unidos ao Brasil para inspecionar o sistema eleitoral foi classificada pelo assessor especial da Presidência, Celso Amorim, como um "desrespeito à soberania" brasileira. Segundo reportagem do The Washington Post, os subsecretários de Estado Riley Barnes e Samuel Samson teriam planos de questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas e o processo eleitoral do país. O Itamaraty, contudo, negou vistos para os dois funcionários, barrando a iniciativa.

Fontes do governo brasileiro interpretam, em caráter reservado, que a viagem dos americanos visava reforçar a campanha de desinformação contra as urnas eletrônicas, recentemente reaquecida por declarações de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) consideraram a ação uma "ousadia", embora ressaltem que a visita de observadores com fins de intercâmbio de experiências seja comum.

## Críticas a Javier Milei

Em paralelo, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, emitiu nota de repúdio às declarações do presidente argentino, Javier Milei, durante convenção do PL em São Paulo. Milei, que discursou em apoio a Flávio Bolsonaro, atacou o sistema eleitoral brasileiro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, referindo-se a ele como "presidiário" e acusando-o de "prender opositores" sem apresentar provas. O argentino também chamou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de "lixo careca".

Edinho Silva classificou as falas de Milei como "inadmissíveis" e "desrespeitosas aos poderes constituídos" do Brasil. Segundo o petista, o presidente argentino "já tem demonstrado não estar à altura do cargo que ocupa" e que ele "teria usado melhor o seu tempo e os recursos dos contribuintes argentinos se tivesse aproveitado o dia de hoje para trabalhar e resolver os problemas do seu país".