EUA ampliam sanções contra Irã após ataques a navios
EUA impõem novas sanções ao Irã contra Ali Ansari e casas de câmbio após ataques a navios no Estreito de Ormuz, elevando a pressão sobre Teerã.

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, impôs novas sanções ao Irã na sexta-feira (10), como resposta aos recentes ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz. Esta medida intensifica a pressão sobre o regime de Teerã em um momento de dificuldades diplomáticas entre os dois países.
As novas sanções visam Ali Ansari, identificado pelo Departamento do Tesouro dos EUA como um facilitador financeiro crucial para Mojtaba Khamenei, líder iraniano, e outros membros da elite do regime. Segundo as autoridades americanas, Ansari administra uma extensa rede global de ativos que beneficia a liderança do Irã. Ele também é descrito como um importante financiador do novo líder iraniano, com alegações de ter desviado recursos públicos para construir um portfólio de imóveis e participações comerciais no exterior, beneficiando a si mesmo, a elite governamental e a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Além de Ansari, as sanções atingem importantes casas de câmbio iranianas, responsáveis pela movimentação de bilhões de dólares anualmente em nome de bancos já sancionados. Essa ação busca restringir ainda mais as operações financeiras do Irã.
As medidas ocorrem em meio a uma escalada de tensões no Oriente Médio e seguem uma série de ações retaliatórias recentes. Anteriormente, os Estados Unidos realizaram bombardeios contra alvos iranianos e revogaram autorizações que permitiam ao Irã vender petróleo sem sofrer sanções. Apesar do aumento das sanções, o presidente Trump declarou que o memorando de entendimento entre EUA e Irã está "encerrado", mas que as negociações com Teerã poderiam continuar.
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima estratégica, por onde transita aproximadamente 20% do consumo global de petróleo, tornando os ataques na região um ponto crítico nas relações internacionais.