EUA: Acordo sobre Estreito de Ormuz com Irã e Omã é esperado em breve
EUA indicam avanços em negociações entre Omã e Irã sobre o Estreito de Ormuz. Um acordo é esperado em breve, com potencial suspensão de bloqueios portuários iranianos.

Uma autoridade dos Estados Unidos sinalizou nesta sexta-feira (data fictícia, pois a fonte não especifica) que Omã e o Irã estão progredindo em negociações cruciais para o restabelecimento da navegação irrestrita pelo Estreito de Ormuz. Segundo a fonte, citada pela agência Reuters, um novo acordo entre as partes é esperado em um futuro próximo. A declaração indica que os Estados Unidos se comprometeram a suspender o bloqueio imposto aos portos iranianos assim que as embarcações puderem transitar pela via marítima, vital para o transporte global de petróleo e gás natural, sem qualquer tipo de impedimento.
## Tensão Regional e Cooperação Militar
A diplomacia em torno do Estreito de Ormuz ocorre em um contexto de crescente instabilidade no Oriente Médio. Paralelamente, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão selaram nesta sexta-feira o “Acordo Conjunto de Defesa de Meca”, fortalecendo a aliança militar entre três nações sunitas aliadas dos EUA. Este pacto visa a intensificar a dissuasão coletiva, estabelecendo que um ataque armado contra qualquer um dos signatários será considerado um ataque contra todos. Embora o acordo não especifique os detalhes dos compromissos militares, a Turquia possui o segundo maior exército da OTAN, a Arábia Saudita é uma potência no Golfo e grande exportadora de petróleo, e o Paquistão é o único país de maioria muçulmana com armas nucleares.
A assinatura deste acordo de defesa surge em resposta a preocupações de ataques iminentes. Uma alta autoridade saudita havia mencionado na noite anterior a expectativa de ataques coordenados de milícias iraquianas e houthis, sob a supervisão da Guarda Revolucionária do Irã. A Arábia Saudita tem sido alvo recorrente de ataques houthis e de milícias iraquianas apoiadas por Teerã. Em julho, o reino realizou operações conjuntas com o Comando Central dos EUA contra grupos apoiados pelo Irã no Iraque, após atribuir a eles ataques com drones a instalações petrolíferas sauditas.
## Impasses e Pressões Políticas
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, fez um apelo para que os países muçulmanos se unam e confiem em suas próprias capacidades diante de "forças externas hostis". Ele também destacou a prontidão e força das Forças Armadas iranianas. Há semanas, Teerã e Washington enfrentam impasses sobre a gestão do Estreito de Ormuz, especialmente após o fim de um memorando de entendimento que havia proporcionado um período de estabilidade. O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou otimismo sobre o fim iminente de um conflito, mas alertou sobre a disponibilidade de munição americana. Ele recuou de uma ofensiva contra Teerã, citando avanços em negociações.
Contudo, informações da agência iraniana Fars indicam que uma comissão parlamentar está analisando um projeto de lei que poderia proibir navios dos EUA, Israel e outros países "hostis" de transitar por Ormuz, com multas significativas para descumprimento. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã havia afirmado anteriormente que rotas marítimas pelo estreito foram acordadas entre Irã e Omã, com um comunicado conjunto em finalização, desde que não houvesse "interferência de terceiros". A adesão dos Estados Unidos a este acordo bilateral ainda não está clara. A escalada de tensões e o impacto nos preços dos combustíveis nos EUA pressionam o governo americano, especialmente com a proximidade das eleições de meio de mandato.