Engenheiro cria startup nacional para modernizar serviços públicos

Startup brasileira Gove usa IA para antecipar demandas de cidadãos e modernizar serviços públicos, buscando independência tecnológica nacional.

Engenheiro cria startup nacional para modernizar serviços públicos

Rodolfo Fiori, engenheiro de 41 anos natural de São Joaquim da Barra (SP), fundou a Gove em 2015 com o propósito de retribuir à sociedade através da tecnologia. Após vivenciar realidades diversas em sua trajetória profissional, incluindo passagens pelo grupo Votorantim e um mestrado na London School of Economics, Fiori percebeu o potencial de empreender para aprimorar a gestão pública e o atendimento ao cidadão.

## Governo Proativo com Tecnologia

A startup Gove desenvolveu uma plataforma que opera sob o conceito de "governo zero clique". A ideia central é antecipar as necessidades dos cidadãos, permitindo que os municípios clientes ofereçam serviços de forma proativa. Um exemplo prático é a plataforma identificar cidadãos que estão prestes a completar 60 anos e, antecipadamente, oferecer a emissão do cartão do idoso, simplificando o acesso a direitos e benefícios.

Atualmente, a Gove conta com 60 colaboradores e atende a mais de cem municípios em todo o Brasil, impactando a vida de aproximadamente 16 milhões de pessoas. O serviço tem um custo anual a partir de R$ 60 mil, com valores ajustados conforme a demanda específica de cada cliente. A empresa se destaca por ser parceira oficial da Meta e a única govtech brasileira selecionada para o WhatsApp AI Startup Hub, iniciativa focada no uso de inteligência artificial.

## Desafios e Visão Nacional

Fiori aponta que os principais desafios para a expansão da plataforma incluem a resistência cultural na adoção de novas tecnologias por parte de gestores públicos e a falta de integração entre sistemas que centralizam dados públicos. Apesar disso, ele acredita na importância de construir uma infraestrutura tecnológica nacional.

O objetivo de Fiori é consolidar a Gove como uma solução brasileira, "canarinha", para o setor público, reduzindo a dependência de players internacionais e seus respectivos interesses. A visão é criar uma tecnologia que opere de forma autônoma e eficiente no Brasil, facilitando a vida dos cidadãos e fortalecendo a soberania digital.