Elon Musk: "Não apoio extrema direita, mas pessoas normais"

Elon Musk se posiciona contra o rótulo de "extrema direita", defendendo "pessoas normais" e criticando a mídia por desvirtuar o debate político.

Elon Musk: "Não apoio extrema direita, mas pessoas normais"

O empresário Elon Musk declarou que não apoia a "extrema direita", mas sim "pessoas normais". A afirmação foi feita em entrevista à revista britânica The Economist, publicada na última sexta-feira (23). Musk argumentou que muitas posições políticas atualmente classificadas como extremistas eram consideradas comuns há uma década ou quinze anos. Ele criticou a imprensa por, segundo ele, caracterizar de forma equivocada o espectro político, rotulando posições tradicionais como radicais.

## Mudança do Centro Político

Para sustentar seu ponto de vista sobre a mudança do centro político, Musk apresentou um exercício curioso. Ele afirmou que, ao apresentar discursos antigos de líderes democratas como se fossem de Donald Trump, muitas pessoas reagem negativamente sem perceber que as falas foram originalmente feitas por figuras como Barack Obama ou Hillary Clinton. Exemplificando, Musk compartilhou em sua rede social X um vídeo de 2008 em que Obama criticava a gestão de George W. Bush por permitir a entrada de "5 milhões de trabalhadores imigrantes sem documentos". Um comitê de ação política ligado a Musk também divulgou um discurso de 1995 de Bill Clinton, onde o ex-presidente democrata criticava a imigração ilegal e o impacto de trabalhadores estrangeiros sem documentação no mercado de trabalho americano.

## Crítica à Mídia e Percepção Pública

Musk também criticou a atuação da mídia, acusando-a de distorcer suas posições e de ignorar as transformações no debate político. Ele mencionou que a imprensa contribui para a classificação equivocada de posições que, em sua avaliação, eram comuns até poucos anos atrás. Questionado sobre por que algumas pessoas o odeiam, o bilionário respondeu que não se importa, mas acredita que a rejeição à mídia é superior à direcionada a ele. Ele sugeriu que, embora algumas pessoas o rejeitem, o número de seguidores em sua plataforma X indica que ele é mais apreciado do que detestado por uma parcela significativa da população.