Eleições 2026: Partidos definem pré-candidatos ao Senado e Governo no Pará e DF
UP oficializa pré-candidatos ao governo do Pará e Senado. No DF, Ibaneis Rocha desiste de concorrer ao Senado; Erika Kokay, Bia Kicis, Sebastião Coelho, Leila Barros e Michelle Bolsonaro são pré-candidatos.

A corrida eleitoral para 2026 começa a tomar forma com a oficialização de pré-candidaturas em diferentes regiões do Brasil. No Pará, o Partido Unidade Popular (UP) anunciou na noite de quarta-feira (8) que Raquel Brício disputará o governo estadual e Gal Leite pleiteará uma vaga no Senado Federal. O lançamento ocorreu na sede do partido em Belém, no bairro Umarizal.
As eleições gerais de 2026 terão o primeiro turno em 4 de outubro. Os eleitores brasileiros escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. O prazo para o registro oficial das candidaturas na Justiça Eleitoral se encerra em 15 de agosto, quando os partidos deverão formalizar os nomes que concorrerão ao pleito.
No Distrito Federal, o cenário para as duas vagas em disputa no Senado em 2026 sofreu uma alteração significativa. O ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) comunicou sua desistência da candidatura ao Senado. Ele havia deixado o cargo de governador em março deste ano para cumprir o prazo eleitoral e se tornar pré-candidato, mas agora optou por não concorrer. Com sua saída, restam cinco pré-candidatos às duas cadeiras senatoriais.
Os mandatos dos senadores Izalci (PL) e Leila do Vôlei (PDT) terminam em 2026, o que explica a disputa por duas vagas no DF. A senadora Damares Alves (Republicanos), eleita em 2023, permanece no cargo até 2031. O registro oficial das candidaturas para o Senado no DF iniciará no fim deste mês e se estenderá até agosto, período em que o cenário ainda pode sofrer mudanças.
Entre os pré-candidatos anunciados para o Senado pelo DF estão Erika Kokay (PT), deputada federal e aliada do presidente Lula; Bia Kicis (PL), ex-deputada federal e aliada de Jair Bolsonaro, com a previsão de uma chapa pura ao lado de Michelle Bolsonaro; Sebastião Coelho (Novo), desembargador aposentado que nunca disputou um cargo político; Leila Barros (PDT), atual senadora que busca a reeleição; e Michelle Bolsonaro (PL), ex-primeira-dama, que se lançou pré-candidata em fevereiro, marcando sua primeira incursão em eleições.
O contexto das eleições ao Senado no DF é particular, pois cada eleitor votará duas vezes para senador no primeiro turno, com os dois votos tendo o mesmo peso. Essa dinâmica visa preencher as duas vagas cujos mandatos se encerram no próximo ciclo eleitoral.