Eleições 2026: Paraíba pode ficar sem candidaturas femininas ao governo

Eleições 2026 na Paraíba podem não ter candidaturas femininas ao governo. Apenas homens se apresentaram como pré-candidatos, e o prazo para convenções se esgota.

Eleições 2026: Paraíba pode ficar sem candidaturas femininas ao governo

A disputa pelo Governo da Paraíba em 2026 caminha para um cenário preocupante, ecoando um retrocesso político observado pela última vez em 2014. A menos de dez dias do início das convenções partidárias, nenhuma pré-candidatura feminina ao governo estadual foi oficialmente lançada. As cinco candidaturas apresentadas até agora são todas encabeçadas por homens: Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL), Lucas Ribeiro (Progressistas), Olímpio Rocha (PSOL) e Yuri Ezequiel (UP).

Com o cronograma eleitoral avançando e partidos já definindo datas para suas convenções, a expectativa é de que este quadro permaneça inalterado, extinguindo a possibilidade de representatividade feminina na principal cadeira do executivo paraibano. Em pleitos anteriores, a participação feminina foi limitada. Em 2022, Adjany Simplício (PSOL) foi a única mulher na disputa, terminando em 5º lugar com 9.567 votos. Quatro anos antes, em 2018, Rama Dantas (PSTU) obteve 3.146 votos, ocupando a última posição.

## Vice-candidaturas ainda indefinidas

Embora a chance de uma mulher concorrer ao governo seja mínima, a possibilidade de compor chapas majoritárias como vice ainda existe, pois essas pré-candidaturas permanecem em aberto na maioria das legendas. No entanto, já está confirmado que a chapa de Cícero Lucena não terá uma vice feminina, tendo anunciado Diogo Cunha Lima (PSD) como seu companheiro de chapa.

Para Lucas Ribeiro, a possibilidade, embora não seja a mais forte, ainda existe. Nomes como Lígia Feliciano e Rafaela Camaraense surgem como cotadas para dividir o palanque com o atual governador. Já no caso de Efraim Filho, que parecia ter uma definição mais clara com Juliana Cunha Lima, esposa do prefeito de Campina Grande, a decisão esfriou nas últimas semanas.

A ausência de candidaturas femininas ao governo, caso se confirme, remete a um período anterior, sendo a eleição de 2014 a única no século XXI a não contar com uma mulher na disputa principal pela governança da Paraíba. A situação levanta debates sobre a representatividade política das mulheres no estado e os desafios enfrentados para sua ascensão em cargos executivos.