Eduardo Bolsonaro recebe Green Card e se sente seguro nos EUA
Eduardo Bolsonaro recebeu Green Card dos EUA, concedido pelo governo Trump. Ele alega perseguição no Brasil e se sente seguro no país. A decisão ocorre em meio a tensões bilaterais e após condenação do ex-deputado pelo STF.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) obteve o Green Card, visto de residência permanente nos Estados Unidos, concedido pelo governo de Donald Trump. Eduardo vive nos EUA desde fevereiro do ano passado e, com o novo documento, poderá permanecer no país por tempo indeterminado, com autorização para trabalhar e estudar.
## Processo de Concessão
O jornalista Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, confirmou a informação e relatou que o pedido da documentação foi iniciado há mais de um ano. A concessão ocorreu neste mês após Eduardo comprovar o cumprimento de requisitos específicos. O próprio Eduardo Bolsonaro, em declaração à coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, expressou gratidão ao governo Trump e afirmou sentir-se "seguro" nos Estados Unidos. Ele justificou sua saída do Brasil como uma necessidade diante de "perseguição" e mencionou que "os abusos do Alexandre (de Moraes, ministro do STF) não valem de nada" no país norte-americano.
## Contexto e Implicações
A obtenção do Green Card ocorre em um momento de tensões entre Brasil e Estados Unidos, com a imposição de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros. Além disso, Eduardo Bolsonaro foi recentemente condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coagir magistrados e articular sanções contra o Judiciário brasileiro. A pena imposta foi de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, além de multa e inelegibilidade por 8 anos.
Eduardo ingressou nos EUA com visto de turista, o que permitia sua permanência por cerca de seis meses. Ele alegava perseguições do Judiciário brasileiro para justificar sua estadia prolongada e a intenção de solicitar asilo político. Na época, seu pai, Jair Bolsonaro, declarou que o filho seria "mais útil para o Brasil lá fora". Aliados previam um possível retorno de Eduardo para disputar o Senado em São Paulo ou compor uma chapa presidencial, mas sua cassação de mandato e perda do cargo de escrivão da Polícia Federal impactaram seus planos no Brasil.