Defesa de Bolsonaro nega ligação atendida por Alexandre Frota
Defesa de Jair Bolsonaro nega que ex-presidente tenha atendido ligação de Alexandre Frota durante transmissão. Advogado alega que ex-chefe do Executivo cumpre restrições de prisão domiciliar e não tem acesso a celular.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), representada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, negou veementemente a alegação de que Bolsonaro tenha atendido a uma ligação do ex-deputado e atual vereador Alexandre Frota (PDT) durante uma transmissão ao vivo. Nas redes sociais, o criminalista classificou a insinuação como "maldosa" e "teatral", buscando apenas "causar celeuma e trazer holofotes oportunistas".
Segundo o advogado, Bolsonaro "há muito tempo, não mantém ligação com o sr. Alexandre Frota, por razões mais do que públicas e notórias". Ele também ressaltou que o ex-presidente "não tem acesso a quaisquer telefones celulares", cumprindo rigorosamente a limitação imposta em seu decreto de prisão domiciliar humanitária. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a prisão domiciliar, proíbe expressamente o uso de qualquer aparelho que permita contato com o exterior, inclusive por intermédio de terceiros.
Bueno detalhou que todos que ingressam na residência de Bolsonaro, sejam prestadores de serviço, médicos ou advogados, são submetidos a revista prévia e obrigados a entregar seus dispositivos eletrônicos à equipe de segurança, mantida 24 horas por dia na entrada do imóvel.
O episódio ocorreu durante uma participação de Alexandre Frota em um podcast da TMC, onde o ex-deputado se propôs a ligar para alguém com o objetivo de "fazer as pazes". Durante a chamada, uma voz que internautas e apresentadores consideraram semelhante à de Jair Bolsonaro atendeu. Frota, ao ouvir o "alô", questionou "Cara, o que é que eu fiz?". A semelhança da voz gerou especulações nas redes sociais, mas a defesa de Bolsonaro classificou tais ilações como levianas.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime domiciliar humanitário por crimes contra o Estado Democrático de Direito. A relação entre Frota e Bolsonaro se rompeu em 2019, quando o ator, então em ascensão política, criticou o ex-presidente.