Datafolha: Estabilidade na pesquisa alivia campanha de Flávio Bolsonaro
Pesquisa Datafolha mostra estabilidade na corrida presidencial, com Lula mantendo liderança sobre Flávio Bolsonaro. Campanhas analisam estratégias e possíveis efeitos de desgastes e reconciliações.

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, registrou um cenário de estabilidade nas intenções de voto para a presidência, gerando alívio entre aliados de Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de o senador continuar atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a avaliação é que sua competitividade se mantém firme, mesmo após uma série de episódios de crise na campanha.
## Cenário Eleitoral e Estratégias
Na simulação de segundo turno, Lula aparece com 48% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro, uma ampliação de um ponto percentual na vantagem do petista em relação à pesquisa anterior, que registrava 47% a 43%. A diferença, que antes era de quatro pontos, agora é de cinco, mantendo-se dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Campanhas de ambos os lados analisam os resultados: enquanto os aliados de Flávio veem a estabilidade como um sinal positivo, a campanha de Lula aposta que desgastes recentes do adversário podem enfraquecê-lo ao longo do período eleitoral.
## Fatores em Jogo e Próximos Passos
Aliados de Flávio Bolsonaro expressam otimismo, acreditando que as próximas pesquisas poderão captar o efeito positivo da reconciliação entre o senador e sua mãe, Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama, que havia demonstrado distanciamento, sinalizou que poderá se engajar na campanha após um pedido de desculpas de Flávio. Por outro lado, a campanha petista planeja utilizar o início oficial da campanha e o horário eleitoral gratuito para destacar as realizações do governo Lula e explorar o histórico de Flávio Bolsonaro, mencionando o caso "Dark Horse" e falas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. A rejeição a Flávio Bolsonaro, que se encontra em 48% contra 46% de Lula, também é um ponto destacado por aliados do presidente. A campanha de Lula acredita que a atenção voltada para a disputa, com o horário eleitoral, pode aumentar a rejeição ao candidato do PL.