Cury propõe chapa única a Zema para disputar Presidência em 2026
Augusto Cury propõe chapa única com Romeu Zema para eleições presidenciais de 2026, citando afinidades políticas e econômicas. Ambos demonstram otimismo, mas aliança ainda não é certa. Zema também enfrenta polêmicas internas em Minas Gerais.

O pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, propôs ao também pré-candidato Romeu Zema (Novo) a formação de uma chapa única para as eleições de 2026. A conversa ocorreu nesta quinta-feira (30 de julho de 2026), e ambos teriam ficado "animados" com a perspectiva de uma aliança ainda no primeiro turno, segundo Cury.
## Proposta e Pontos em Comum
Em carta aberta, Cury destacou que ele e Zema compartilham visões semelhantes sobre responsabilidade fiscal, eficiência na gestão pública e a necessidade de reduzir a polarização política no Brasil. Ambos são gestores de empresas e construíram trajetórias fora da política tradicional. Cury mencionou que a data limite para a definição das chapas se aproxima, em 5 de agosto.
O escritor também ressaltou que, caso a aliança se concretize, pretende formar um governo com gestores da iniciativa privada, economistas e líderes políticos de diversos partidos. Entre os nomes citados para compor um eventual governo estão os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), Eduardo Leite (PSD-RS) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), além de figuras como Aldo Rebelo, Paulo Skaf e José Múcio. Para a área econômica, Cury mencionou o diálogo com economistas como Marcos Lisboa, Mansueto Almeida, Ilan Goldfajn e Pérsio Arida.
## Incógnitas e Outras Alianças
Embora Cury tenha expressado entusiasmo, a composição da chapa ainda não está definida, especialmente sobre quem ocuparia a vaga de vice, dado que ambos apresentam pontuações semelhantes em pesquisas. Um levantamento do PoderData/Aya indica que Cury e Zema oscilam entre 3% e 4% das intenções de voto no primeiro turno, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. O tempo de propaganda eleitoral gratuito também foi um fator mencionado, com Cury possuindo 36 segundos no primeiro turno, algo que Zema não teria.
A campanha de Zema confirmou a conversa sobre a possível composição, mas ressaltou que "nada está firmado". O partido Novo também tem avaliado outras opções, como conversas com o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa e a consideração de nomes como o senador Eduardo Girão e o cientista político Luiz Felipe D'Ávila. Informações obtidas pelo Valor indicam que Zema seria candidato a presidente e não aceitaria Cury como vice.
## Conflitos e Cenário Político
A carta aberta de Cury também abordou a crítica à "guerra de egos" na política brasileira e elencou prioridades para um futuro governo, como o combate ao endividamento das famílias, o apoio a neurodivergentes, a melhoria do ensino em escolas de tempo integral, a proteção a mulheres contra feminicídio e a redução de custos para agricultores e comerciantes.
Em um contexto diferente, mas que envolve o mesmo Romeu Zema, o governador de Minas Gerais, Zema, classificou como "traição" a decisão do ex-secretário Marcelo Aro de disputar o governo de Minas Gerais em vez de compor uma chapa ao Senado. Aro comunicou a decisão ao aliado de Zema, Mateus Simões, candidato à reeleição em Minas. A manobra de Aro selou um rompimento com o grupo político de Zema, que também lança candidatura à Presidência.