Coreia do Norte: Kim Jong-un fortalece regime com aliança russa e apoio chinês

Coreia do Norte registra recuperação econômica histórica com apoio russo e chinês, impulsionada por exportações de armas e comércio.

Coreia do Norte: Kim Jong-un fortalece regime com aliança russa e apoio chinês

A Coreia do Norte, historicamente assolada por crises de subsistência e isolamento internacional, demonstra sinais de uma recuperação econômica sem precedentes sob a liderança de Kim Jong-un. Apesar de anos de controle estatal rígido e sanções internacionais, o regime de Pyongyang parece ter encontrado novas fontes de prosperidade, segundo análises recentes.

## Transformação Econômica e Diplomática

Kim Jong-un, que assumiu o poder após seu pai, Kim Jong-il, consolidou sua posição em um dos países mais fechados do mundo. A pandemia de Covid-19 exacerbou as dificuldades, levando Kim a admitir publicamente falhas e pedir desculpas à população em 2020. No entanto, o cenário mudou drasticamente nos últimos anos. A Coreia do Norte fortaleceu sua aliança com a Rússia, especialmente no fornecimento de armamentos para o conflito na Ucrânia, e observou uma aproximação com a China, que tem demonstrado menos rigor na condenação das sanções e retirado o foco da desnuclearização.

## Sinais de Recuperação e Novos Rumos

Especialistas apontam que a economia norte-coreana vive seu melhor momento desde que Kim Jong-un chegou ao poder. Estimativas do Banco Central da Coreia do Sul indicam um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,7% em 2024, a maior expansão em oito anos. Stephen Haggard, pesquisador especializado na economia norte-coreana, afirmou que "o regime está mais rico do que nunca". Essa melhora é atribuída a diversos fatores:

- Exportações de armas para a Rússia.

- Intensificação do comércio com a China.

- Maior controle sobre mercados informais.

- Aplicação menos rigorosa das sanções internacionais.

Em discurso em março, Kim Jong-un declarou que o país viveu "uma transformação milagrosa" e não é mais "vulnerável às ameaças de outros", refletindo uma nova confiança na capacidade do regime de gerenciar sua economia e segurança.