Coordenador de campanha de Lula declara: "Nós contra o resto"

Coordenador da pré-campanha de Lula, Gilberto Carvalho, afirma que eleição de 2026 será "nós contra o resto" e defende que a vitória é crucial para a "sobrevivência da democracia".

Coordenador de campanha de Lula declara: "Nós contra o resto"

O ex-ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores da pré-campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, declarou nesta segunda-feira (6) que a possível reeleição do atual presidente representa a "sobrevivência da democracia". Segundo Carvalho, a campanha de Lula em 2026 não poderá contar com o apoio de outros candidatos em um eventual segundo turno, adotando a postura de "nós contra o resto".

A declaração foi feita durante um ato do Partido dos Trabalhadores (PT) com funcionários públicos, realizado em Brasília. Carvalho relembrou a retórica frequentemente utilizada por Lula de "nós contra eles", que busca contrapor grupos sociais, e enfatizou a importância de batalhar por cada voto, incluindo o dos idosos e de todos os cidadãos.

## Contexto Eleitoral e Estratégia

Carvalho ressaltou que, historicamente, as campanhas de Lula sempre contaram com apoio de outros candidatos no segundo turno, como Ciro Gomes, Marina Silva e Simone Tebet. No entanto, ele projetou um cenário diferente para 2026, onde a disputa será mais isolada para o PT. "Desta vez, não. Desta vez, é nós contra o resto", afirmou, sublinhando que a eleição transcende a mera vitória eleitoral, configurando-se como uma luta pela "vitória da democracia e a sobrevivência da democracia e a vitória da vida do nosso povo."

Embora Lula nunca tenha vencido uma eleição presidencial no primeiro turno, a liderança petista tem intensificado as discussões sobre a possibilidade de alcançar esse feito em 2026. Carvalho atribuiu um clima favorável a essa projeção a erros cometidos pela "direita", especialmente direcionados ao principal adversário de Lula, o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para o coordenador, enquanto o lado adversário comete equívocos, a campanha de Lula tem acertado.

## Legalidade do Evento

Em relação ao ato político com funcionários públicos, o Partido dos Trabalhadores se manifestou sobre as acusações de uso indevido da máquina pública. O PT negou qualquer ilegalidade, fundamentando a licitude do encontro na legislação eleitoral. Segundo o partido, a reunião ocorreu "fora do horário de expediente", foi custeada integralmente por recursos partidários e não houve pedido de voto. A sigla ressaltou que a participação dos servidores foi voluntária, no exercício de seus direitos civis.