Convenções Partidárias: Chapas Incompletas e Indefinições Marcam Início das Definições Eleitorais

Convenções partidárias iniciam com chapas incompletas e dificuldade em definir vices para candidatos presidenciais como Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. Cenário estadual em MG, RJ e PE também apresenta indefinições.

Convenções Partidárias: Chapas Incompletas e Indefinições Marcam Início das Definições Eleitorais

O calendário eleitoral de 2024 teve início com as convenções partidárias, que ocorrem entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, para oficializar candidaturas à Presidência e a cargos estaduais. O prazo final para registro das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é 15 de agosto. No cenário nacional, a busca por vice-presidentes e a formação de coligações dominam as discussões, com destaque para a indefinição em chapas de pré-candidatos importantes.

Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, enfrentará sua convenção em 25 de julho, em São Paulo, sem um vice definido. A busca por uma mulher para compor a chapa tem envolvido nomes como Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, e a deputada Clarissa Tércio. Contudo, o PL encontra dificuldades em obter o apoio de partidos do Centrão, como União Brasil e Progressistas, que avaliam manter neutralidade na disputa presidencial. O Republicanos, cuja convenção está marcada para 4 de agosto, e o União-PP, ainda sem data definida em agosto, não confirmaram se integrarão a coligação de Flávio.

Romeu Zema, do Partido Novo, será oficializado candidato ao Planalto em 27 de julho, em Brasília, mas também busca um nome para vice, com definições previstas apenas para o fim do prazo em agosto. O PSD lançará Ronaldo Caiado ao Planalto em 26 de julho, em São Paulo, com o partido já com chapa fechada, tendo Gilberto Kassab como vice. O partido, no entanto, respeitará alianças locais, como em São Paulo, onde apoiará Tarcísio de Freitas (Republicanos).

## Definições Estaduais em Aberto

Em nível estadual, as indefinições também são gritantes. Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, apresenta um tabuleiro eleitoral complexo, com dificuldades na montagem de chapas tanto para a esquerda quanto para a direita. O PT estadual, em sua convenção de 1º de agosto, planeja lançar o deputado Patrus Ananias para o governo, após recusas de outros nomes. No Rio de Janeiro, o bolsonarismo enfrenta obstáculos para fechar candidaturas, especialmente para o Senado, após a prisão de Márcio Canella (União) pela Polícia Federal. Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) ainda precisa definir sua vice e a segunda vaga ao Senado. No Maranhão, a chapa do petista Felipe Camarão carece de definições.

Algumas siglas do Centrão, apesar de indecisas na esfera nacional, adotarão posturas distintas nos estados, compondo alianças com a esquerda em algumas regiões e com a direita em outras. O Solidariedade tende a manter neutralidade na disputa presidencial, mas pode participar de coligações estaduais.