Colômbia terá embaixada em Jerusalém com novo presidente ultradireitista

Colômbia anuncia abertura de embaixada em Jerusalém com novo presidente ultradireitista, Abelardo de la Espriella, visando fortalecer laços com Israel.

Colômbia terá embaixada em Jerusalém com novo presidente ultradireitista

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que seu governo planeja abrir uma embaixada em Jerusalém a partir de 2025. Esta medida visa restabelecer e fortalecer os laços diplomáticos com Israel, que foram rompidos pelo atual presidente, Gustavo Petro, em 2024. A decisão de Petro foi uma resposta à ofensiva israelense em Gaza.

## Mudança de Rumo Diplomático

De la Espriella, que assume a presidência em 7 de agosto, declarou que a abertura da embaixada em Jerusalém, capital de Israel, será uma das primeiras ações de seu mandato. Anteriormente, a embaixada colombiana funcionava em Tel Aviv, onde a maioria das representações diplomáticas internacionais está localizada. O governo de Petro havia manifestado o interesse em abrir uma representação em Ramallah, na Cisjordânia, mas o plano não se concretizou.

## Reaproximação com Israel

O chanceler designado por De la Espriella, Omar Bula, reuniu-se em Washington com seu homólogo israelense, Gideon Sa'ar. Durante o encontro, foi acordado um plano para o restabelecimento das relações diplomáticas e a eliminação da exigência de vistos entre os países. Além disso, a Colômbia retirará seu apoio à denúncia da África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça, que acusa o país de genocídio em Gaza. O governo de Petro havia apoiado essa denúncia, além de ter suspendido exportações de carvão e a compra de armamentos israelenses.

## Cooperação e Segurança

O comunicado oficial destacou que a relação histórica, rompida unilateralmente pelo governo Petro, será fortalecida. Durante a campanha eleitoral, De la Espriella mencionou a intenção de intensificar a cooperação com Israel para combater grupos armados ligados ao narcotráfico que atuam na Colômbia. A mudança diplomática sinaliza uma nova orientação na política externa colombiana, com foco em estreitar parcerias estratégicas na área de segurança.